Cresceu o interesse de políticos baianos em morar em Brasília. O número de candidatos a deputado federal aumentou 15% se comparado ao das eleições de 2010. São 322 candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), parte deles com experiência pregressa nas urnas.
Quatro tentam sair da Câmara de Salvador, sem escala no Legislativo estadual. Ana Rita Tavares (PROS), Joceval Rodrigues (PPS), Odiosvaldo Vigas (PDT) e Tia Eron (PRB) tentam pular a Assembleia e partir direto para a Câmara Federal.
Outros oito deixam de tentar a reeleição como deputados estaduais e são candidatos a uma das 39 vagas baianas na capital federal. Entre eles, os herdeiros Mário Negromonte Jr. e Cacá Leão, ambos do PP, que tentam arregimentar os votos dos pais, Mário Negromonte, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e João Leão, candidato a vice-governador na chapa de Rui Costa (PT).
Se para a Câmara Federal aumentou a concorrência, as candidaturas à Assembleia tiveram uma redução de quase 18%. Se em 2010 692 pessoas tentaram chegar a deputado estadual, agora 569 tentam as 63 vagas, disputadas por 49 ocupantes das cadeiras, 12 vereadores de Salvador e ainda três deputados federais, que desistiram de Brasília.
Dois são filiados ao DEM: Fábio Souto e Luiz de Deus. O terceiro é do PRP, Jânio Natal. Eles, no entanto, fazem parte da minoria. Dos 39 deputados federais, 33 tentam a reeleição e dois buscam vagas na majoritária, Rui Costa e João Leão. Apenas Oziel Oliveira (PDT) não estará nas urnas.
Conexão
Doze vereadores de Salvador são menos ousados ao buscar voos mais altos. Ao invés de tentar a Câmara Federal, eles almejam ser deputados estaduais. Quatro sequer finalizaram o primeiro mandato no Paço Municipal: Fabíola Mansur (PSB), Hilton Coelho (PSOL), Marcell Moraes (PV) e Marco Prisco (PSDB).
A lista de conhecidos dos eleitores não se limita a atuais detentores de mandato. Há ainda aqueles que há até bem pouco tempo eram secretários estaduais ou municipais em Salvador.
Nessa leva, aparecem os petistas Jorge Solla, Moema Gramacho e Robinson Almeida, que tentam vaga na Câmara Federal, e Elias Sampaio, que busca a Assembleia. E há ainda Eduardo Salles (PP), que deixou secretaria de estado para ser deputado estadual.
No âmbito da oposição ao governo estadual, José Carlos Aleluia (DEM) e Ivanilton Gomes (PV) se empenham para ir morar em Brasília – dois ex-secretários de Salvador.
Ajudinha
Há ainda os casos que terão padrinhos sanguíneos para chegar à Assembleia. Nesse bojo inclui-se Paulo Henrique (PSL), apresentado como herdeiro político do ex-prefeito João Henrique (PSL) e da ainda deputada estadual Maria Luiza Orge (PSC). Do clã Barradas Carneiro emerge ainda a atual esposa de JH, Tatiana Paraíso (PSL), que tenta ser deputada federal.
Para a Assembleia aparecem ainda os filhos dos deputados Luciano Simões (PMDB) e João Bonfim (PDT) – o último às vésperas de ser conselheiro do TCE. Luciano Simões Filho e Vitor Bonfim buscam as vagas na AL seguindo pelos mesmos partidos dos país.
O laço sanguíneo serve também para Anderson Muniz (PTN). Irmão de Carlos Muniz, vereador campeão de votos em 2012 na capital baiana, ele vai usar o prestígio do irmão para chegar à Assembleia Legislativa.
A concorrência é grande. Para a Câmara são 14,6 candidatos por vaga. E para a Assembleia são nove por cadeira. Sem levar em consideração os cálculos de coeficiente.
A Tarde






