Mesmo sem chip local, indústria de LED cresce com a crise energética

A crise de energia acendeu a luz de LED no Brasil. Mais econômicas e com um tempo de vida bem mais longo, as lâmpadas de LED estão transformando o mercado mundial e estimulando o surgimento de uma nova indústria de iluminação no país.

Embora os produtos importados ainda dominem o mercado, a nova tecnologia fez emergir nos últimos anos iniciativas de empreendedores brasileiros que, a despeito dos problemas de competitividade da indústria brasileira, têm conseguido expandir os negócios e, agora, apostam na crise energética e na maior busca por produtos mais eficientes para dar impulso e escala à fabricação local.

A Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) estima em 20 o número de empresas que fabricam hoje produtos com LED no Brasil, incluindo as pioneiras LEDstar, O2 LED, Neolux e FLC. (Veja como é feita uma lâmpada de LED no vídeo ao lado).

“No geral, são empresas médias e pequenas. Antigas distribuidoras fizeram a conta e visualizaram vantagens em fabricar em vez de apenas importar, apostando que o LED é o mercado da vez e do futuro”, diz Marco Poli, diretor-executivo da Abilux.

A associação estima que a participação destas empresas no mercado brasileiro de LED ainda seja menor do que 10%, com uma produção de 2,5 milhões de lâmpadas em 2014.

A Abilux avalia, no entanto, que essa fatia irá dobrar já em 2016 e tende a aumentar com a maior disseminação da nova tecnologia. A previsão é que, no mundo, por volta de 2020, cerca de 70% do faturamento em iluminação será de produtos com LED.

Para acelerar a demanda, o setor aposta nos desdobramentos das políticas de eficiência energética que preveem, por exemplo, a modernização da iluminação pública e o fim da comercialização das lâmpadas incandescentes. A substituição deste tipo de lâmpada está sendo feita de forma gradativa e acabará em 2017. As de 60 W, que são as mais usadas, já não podem mais ser fabricadas ou importadas e, a partir de junho, terão sua venda proibida no país.

Roberto Luis Cardoso, sócio e diretor da O2 Led (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

“Apesar do cenário macroeconômico estar bastante incerto, os aumentos de tarifas de energia têm motivado várias empresas a buscarem reduções no consumo de energia”, diz Eduardo Park, presidente do Grupo Unicoba, dona da marca LEDstar, responsável pelos projetos de iluminação em LED de locais como a Avenida 23 de Maio, Marginal Pinheiros e os túneis do Rodoanel, em São Paulo.

A energia elétrica virou a vilã da inflação no país. Com os reajustes ocorridos, o consumidor está pagando neste ano, em média, 36% a mais. Em 12 meses, a conta de luz já acumula alta de 60,42%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Oportunidade de renascimento do setor
O número de lâmpadas LED vendidas no país saltou de 4 milhões de unidades em 2011 para 25 milhões em 2014, mas ainda representa menos de 5% do total consumido no país. Para 2015, a previsão é de um crescimento de 30%.

Levantamento do comparador de preços Zoom, as lâmpadas de LED lideram a lista de produtos com procura em alta dentro da categoria Casa e Jardim, com aumento de 10% nas buscas em março em relação a fevereiro.

Apesar da dependência total de importação do principal componente do LED, o cristal semicondutor que efetivamente emite a luz, conhecido como “chip” ou “die”, as oportunidades de mercado que se abrem estão provocando uma espécie de renascimento da indústria de iluminação do Brasil, que reúne hoje mais de 37 mil trabalhadores em 600 empresas, e que deve movimentar este ano R$ 4,2 bilhões, segundo a Abilux.

Para ter uma ideia do que representa esse movimento, basta destacar que, hoje, todas as lâmpadas fluorescentes compactas (modelo que domina o mercado doméstico) à venda no país são importadas e lembrar que a derrocada das lâmpadas incandescentes levou ao fechamento na última década de grandes fábricas de multinacionais instaladas no país como as da GE, Phillips e Sylvania.

“A China estrategicamente investiu nas lâmpadas fluorescentes compactas e sugou a produção mundial. O Brasil, na contramão, não incentivou que as empresas aqui instaladas migrassem das incandescentes tradicionais para as fluorescentes compactas. Houve um vácuo e, a partir do apagão de 2001, ficou mais interessante importar lâmpadas do que fabricar aqui”, explica Marco Poli, da Abilux.

Processo de fabricação mais simples
O processo de fabricação mais simplificado e a rápida disseminação da nova tecnologia, que rendeu aos criadores o prêmio Nobel de Física em 2014, tem motivado empresas do setor de eletrônica a se aventurarem neste novo mercado.

“Na fabricação de lâmpadas incandescentes ou fluorescentes tinha que se trabalhar com vidro, alto vácuo, e eram equipamentos que dependiam de altíssima escala e enorme investimento. Com o LED, estamos falando de um produto em estado sólido, mais simples, em que o Brasil tem uma tecnologia já preparada para a montagem de circuitos eletrônicos”, explica Antonio Filipe Muller, diretor de Operações do grupo Elo Sistemas Eletrônicos, dono da marca Neolux.

No mercado de LED desde 2011, a empresa tem como carro-chefe a produção de medidores eletrônicos de energia, mas prevê que o segmento de lâmpadas deverá responder por metade do faturamento até o próximo ano.

“Nosso projeto é chegar a uma produção mensal de 1 milhão de lâmpadas até o final do ano. Estamos buscando fontes de financiamento para automatizar a linha de produção de forma a viabilizar a produção nesta escala”, diz o diretor da empresa, com fábrica em Porto Alegre.

O Grupo Unicoba, dono da marca LEDstar, atuava no segmento de fontes de energia antes de se aventurar na produção de lâmpadas, em 2009.

“O LED acabou eliminando barreiras para a entrada no segmento de iluminação. Antes, essa era uma indústria muito mais de materiais e química, e agora virou muito mais um negócio de montagem eletrônica e energia. Com isso, o mercado foi aberto para uma centena de novos players”, afirma Eduardo Park, presidente da Unicoba, com fábricas em Extrema (MG) e Manaus.

Segundo a empresa, o faturamente da divisão de LED cresceu 150% em 2014, alcançando uma receita de R$ 600 milhões. “Acho que o nosso setor é um ponto fora da curva no país. Às vezes, a gente até se questiona a respeito”, diz o executivo.

Em 5 anos, a empresa que tem como foco o segmento corporativo e de iluminação pública acumula mais de meio milhão de luminárias de LED instaladas no país. Para 2015, a projeção é de uma produção de 300 mil unidades e crescimento de 30% no faturamento.

Inovação e patentes
Roberto Luis Cardoso, sócio e diretor da O2 Led, com foco no mercado corporativo, diz que o aumento do custo da energia no país e a busca por corte de despesas fez crescer o número de encomendas de projetos com LED.

“A crise é muito boa para este mercado. Com a demanda crescente e o dólar subindo, o faturamento das empresas vai aumentar e a expectativa é boa, muito boa”, diz o empresário (Veja vídeo ao lado).

A empresa projeta uma receita de R$ 22 milhões em 2015, valor 40% superior ao do ano passado. Com uma produção atual de 50 mil lâmpadas por mês em suas fábricas em Minas Gerais e São Paulo, a O2 Led tenta se diferenciar dos produtos importados oferecendo não somente a lâmpada, mas também a instalação e projetos de iluminação customizados.

“As lâmpadas de LED duram até mais de 8 anos, mas tem cliente que não precisa de tudo isso. Uma loja de shopping, por exemplo, precisa mudar toda loja a cada 5 anos. Então é possível montar projetos mais simples, de acordo com a necessidade de cada cliente”, explica o diretor da marca, que se especializou também em lâmpadas para o segmento de freezer e refrigeradores.

“A gente domina a tecnologia e gera tecnologia. Já temos mais de 20 patentes”, afirma Cardoso. “Temos produtos robustos com vida útil projetada de mais de 50 mil horas. Fazemos lâmpada tubular de mais de 2 metros, em que chegamos a 12 mil lúmens”, completa.

Apesar de ainda custar bem mais caro que as lâmpadas fluorescentes, os fabricantes argumentam que os ganhos de longo prazo com a economia no gasto de energia e menor gasto com manutenção compensam o investimento e oferecem mais.

“Há 4 anos, a troca para LED representava uma redução pela metade. Hoje, as LED de hoje já representam um terço ou até um quarto da quantidade de energia usada pela fluorescente normal”, diz Antonio Filipe Muller, da Neolux.

Importadora vira fabricante
A FLC, que inaugurou no ano passado, em São Paulo, a sua primeira fábrica de lâmpada de LED, atuava até então somente como importadora e distribuidora.

“Ainda é uma operação enxuta. Mas fazemos todo o processo de montagem, aplicação de LED nos módulos, e os drivers também são feitos aqui”, diz João Geraldo Ferreira, presidente da empresa.

Por enquanto, o único modelo produzido localmente pela marca é uma lâmpada LED em bulbo, de rosca, para uso nos mesmos bocais das lâmpadas incandescentes, que estão sendo abolidas do mercado. Todo o restante do portfólio é importado. Mas a empresa já projeta que a linha LED será a principal fonte de receita em até 4 anos.

“Alguns consumidores vão fazer a trocar de forma paulatina, mas não existe mais aquela dúvida: ‘Será que vai pegar?”‘, afirma o executivo. “O LED é um caminho sem volta, e o preço tem caído a cada trimestre”, acrescenta.

Uma lâmpada de LED ainda custa até 4 vezes mais que uma comum. Mas já são encontrados no mercado modelos por menos de R$ 20.

Multinacionais avaliam abrir fábrica no Brasil
O potencial do mercado de LED tem colocado o Brasil também na mira dos investimentos das gigantes do setor. Consultadas pelo G1, mutinacionais como GE e Sylvania dizem que avaliam iniciar uma produção local de lâmpadas e luminárias de LED.

“Estamos trabalhando o cenário de voltar a ter uma fábrica no país. Esta é uma decisão que vai acontecer até o fim do 1º semestre”, disse Tiago Pereira de Queiroz, diretor-executivo a Havells Sylvania para a América Latina, que desde 2006 não mantém um parque industrial no Brasil. “Estamos crescendo numa taxa média de 110% ao ano no segmento de LED, que representa 35% da receita da empresa. A tendência é que isso chegue a 85% do total do em 5 anos”, acrescenta.

Já a GE informou que o mercado brasileiro é um dos focos da divisão de iluminação para os próximos anos, “uma vez que o país vive um momento de oportunidades para a melhoria de sua infraestrutura ligada ao setor de iluminação”.

A Phillips possui uma linha de montagem de luminárias de LED em Varginha (MG), mas não produz localmente lâmpadas.

Na mira dos grandes players está, sobretudo, o bilionário mercado de troca de lâmpadas dos postes das ruas. Com a determinação da Aneel para que as prefeituras assumam a gestão da iluminação pública, muitas oportunidades de parceria com a iniciativa privada começam a se desenhar. Somente a Prefeitura de São Paulo prevê substituir 580 mil lâmpadas, em um investimento estimado em R$ 2 bilhões.

No país, existem hoje cerca de 17 milhões de postes de luz em vias públicas. Segundo a Abiluz, a substituição de ao menos 5 milhões de pontos de iluminação já representaria uma redução de 1% no consumo total de energia no país e uma economia anual de cerca de R$ 1 bilhão.

Dependência total de importação de chip
Os fabricantes locais trabalham com um índice de nacionalização entre 60% e 80%. Os sistemas de LED dependem de uma fonte de alimentação de energia, cuja grande maioria dos componentes são importados. Já o chip de LED é 100% importado, sobretudo de países como China e Japão.

“A dependência de importação do chip é total. Montar uma fábrica de chip, do ledzinho especificamente, é um investimento gigantesco. É preciso ter condições de temperatura, pressão e assepsia extremamente controladoas”, explica João Geraldo Ferreira, da FLC.

Segundo Eduardo Park, da Unicoba, o componente já virou quase uma commodity e a produção está concentrada nos EUA, China, Japão, Coreia, Alemanha e Itália. “Diria que até já existe uma sobrecapacidade disso no mundo. A indústria de led no Brasil dificilmente comporta uma fábrica chip. Não temos escala e o Brasil, infelizmente, não tem competitividade para ser uma plataforma de exportação”, avalia.

Marco Poli, da Abilux, destaca que a produção local do chip enfrenta barreiras bem mais complexas. “Os nós são de vários tipos, mas eu diria que o maior é o capital humano: a falta de cientistas e de mão de obra especializada capaz de disseminar o domínio da tecnologia de metalização do chip”, diz.

A avaliação geral, entretanto, é que a dependência de importação do chip não é um fator limitante para o desenvolvimento de uma indústria de iluminação nacional competitiva.

“Fabricação de chip no Brasil está fora do cenário e não faz falta. O que não podemos é menosprezar a indústria de luminárias que já está aqui instalada e a de lâmpadas que está retornando. O valor agregado maior está nestes produtos, sem contar todo o mercado de projetos e de design”, diz Poli.

Para impulsionar a produção local, a Abilux defende medidas de estímulo como redução da carga tributária para os produtos que utilizem LEDs, criação de linhas de financiamento a projetos de iluminação eficiente e a certificação dos produtos LED pelo Inmetro com especificações de requisitos mínimo de qualidade, de forma a permitir uma competição mais justa com os produtos importados.

“A indústria brasileira de LED tem muito espaço para crescer. Se houver apoio do governo agora, podemos arrancar em escala e não perder terreno para os chineses mais uma vez”, diz Antonio Filipe Muller, da Neolux.

Fonte: MSN Notícias

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