Neymar pegou quatro jogos de suspensão e está fora da Copa América. A notícia mais repercutida da última sexta-feira chocou a Confederação Brasileira de Futebol e, por consequência, a seleção. O duro castigo aplicado pela Conmebol obriga uma reação imediata da CBF, que já arma um plano para tentar amenizar a sentença responsável por, no momento, encerrar a participação do craque do Barcelona.
A redução da pena de Neymar, no entanto, passa por uma requalificação da acusação. O brasileiro sofreu o duro castigo muito pela descrição do árbitro Enrique Osses, que caracterizou a atitude do camisa 10 como agressão verbal. Neste quesito, segundo o relatório disciplinar da Conmebol, a punição mínima para qualquer atleta é de três confrontos.
O boliviano Alberto Lozada, um dos responsáveis por conduzir o caso na última sexta-feira, admitiu que o principal atenuante para a punição de Neymar foi a atitude tomada após o jogo. O craque brasileiro esperou a arbitragem no túnel para os vestiários e agrediu verbalmente Enrique Osses, que tratou de relatar todos os detalhes na súmula entregue à Comissão Disciplinar.
O castigo aplicado nesta sexta-feira tira Neymar apenas de jogos válidos pela Copa América; ou seja, os quatro duelos de suspensão seriam cumpridos somente se o Brasil alcançar o último jogo (final ou disputa pelo terceiro lugar) – em caso de queda precoce, o atacante cumprira o restante do castigo na edição de 2016, a qual marcará os 100 anos de história do torneio.
Diante de uma situação praticamente irreversível, Dunga já trabalha com o desafio de encontrar a solução para o fim da ‘Neymardependência’. Agora, a necessidade se tornou praticamente uma questão de sobrevivência, já que o craque não defenderá mais o Brasil no Chile.
Mesmo antes de a Conmebol anunciar a decisão que tirou Neymar da Copa América, Dunga trabalhou com opções. No treinamento desta sexta-feira, ocorrido horas antes do veredicto, Philippe Coutinho entrou na vaga do atacante do Barcelona.
Além do meia-atacante do Liverpool, Dunga também optará por uma troca mais ofensiva para o duelo deste domingo contra a Venezuela, às 18h30 (de Brasília). Sem o principal talento, o treinador procura mais talento de ataque, tanto que o experiente Robinho surge como forte opção.
A escalação do Brasil para o confronto contra a Venezuela no próximo domingo deverá ser a seguinte: Jefferson no gol; Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva, Filipe Luis na defesa; Fernandinho e Elias como volantes; William, Coutinho e Douglas Costa ou Robinho para apoiarem o ataque; e Roberto Firmino, que, mesmo após perder um gol inacreditável contra os colombianos, segue prestigiado.
Fonte: MSN Esportes




