Além do “mensalão” pago por policiais corruptos à Corregedoria da Polícia Civil, em troca de proteção, o Ministério Público Estadual (MPE) investiga outro esquema de propina envolvendo corregedores e donos de casas de bingo da capital e outros jogos ilegais. O valor seria o mesmo do ‘mensalão’: R$ 50 mil.
As investigações dos promotores do Grupo Especial de Controle Externo da Polícia (Gecep) começaram em outubro do ano passado, após uma denúncia anônima informar que policiais da corregedoria recolhiam dinheiro de casas de bingo, a pedido da diretoria, e dividiam entre eles.
Os promotores pediram os nomes dos policiais à corregedoria, pois o número da viatura usada para buscar a suposta propina e o primeiro nome de cada um havia sido informado. Mas o departamento se negou, alegando que havia vários policiais homônimos trabalhando no departamento.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, policiais foram identificados e afastados de suas funções Hélvio Romaro/Estadão
Em despacho, o promotor Antonio Bendito Pinto Junior, do Gecep, afirma que “ao que tudo indica, analisando o teor das denúncias, conclui-se que as cerca de 300 notícias foram apuradas basicamente em dois dias, nos dias 24 e 25 de março – os nossos ofícios requisitando informações aos respectivos órgãos foram recebidos no dia 13”.
O secretário da Segurança Pública Alexandre de Moraes disse, na segunda-feira, que recebeu cópia de todas as investigações envolvendo suspeitas de participação de policiais da Corregedoria da Polícia Civil em esquemas de corrupção, incluindo os bingos e o “mensalão” pago por policiais corruptos.
Segundo Moraes, sete investigadores da Corregedoria foram identificados e acabaram afastados imediatamente de suas funções, incluindo o chefe deles, Waldir Tabach.
Moraes também disse que não há até agora indícios da participação do então diretor Nestor Sampaio Penteado Filho. Mesmo assim, ele foi afastado do cargo e está à disposição da Delegacia-Geral, sem função definida. A medida foi tomada para evitar constrangimento. “Não é razoável o chefe da equipe investigar a própria equipe.”
Investigadores com mandados de prisão fogem do Deic com a ajuda de colegas e da Corregedoria, dizem promotores
Fonte: MSN Notícias






