O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu, nesta sexta-feira, 10, a terceira denúncia contra o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Lava Jato. O parlamentar é acusado de ter recebido R$ 52 milhões em propina nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. A informação apareceu no andamento do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) no início da noite desta sexta-feira e, minutos depois, foi retirada, ao mesmo tempo em que a mensagem “lançamento indevido” passou a aparecer. Apesar disso, duas petições “sob sigilo” foram incluídas no sistema interno no momento em que o oferecimento de denúncia foi retirado do caso. O procedimento indica que o oferecimento da denúncia deveria tramitar em oculto no sistema e foi lançado de forma indevida. As assessorias de imprensa do STF e da PGR não souberam explicar o que ocorreu; tampouco negaram que a denúncia tenha sido enviada à Suprema Corte. Segundo as investigações, Cunha teria solicitado e recebido propina de um consórcio formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia. O inquérito, aberto em março deste ano, tem como base as delações dos empresários Ricardo Pernambuco Júnior e seu pai Ricardo Pernambuco.




