Clones perfeitos de revólveres, pistolas e fuzis podem ser comprados por qualquer pessoa no Brasil, desde que tenha mais de 18 anos de idade. São brinquedos usados por aficionados por objetos militares. Disparam balins acrílicos com calibre de até seis milímetros.
Os simulacros podem até provocar ferimentos, mas, em geral são quase inofensivos – a não ser por um detalhe: são tão perfeitos que se confundem facilmente com armamentos de verdade, e por isso têm sido usados cada vez mais em crimes de roubo.
Quem quer comprar uma arma de brinquedo não precisa nem sair de casa. Na internet, existem dezenas de lojas que oferecem variedades de preço, prazo e condições de pagamento. A reportagem do Jornal da Band comprou uma arma de pressão para a prática de jogos de simulação policial, conhecidos como airsoft.
A única exigência da loja foi o envio de uma foto da carteira de identidade por e-mail. Não é difícil, porém, encontrar relatos de pessoas que compram de comerciantes que não fazem nenhuma exigência.
Na Capital Federal, uma loja física vende réplicas de armas. A venda para menores de idade é proibida, mas o vendedor não se importou de recomendar uma arma adequada para uma criança de doze anos de idade, que supostamente seria filho do repórter. A loja fez apenas duas exigências: uma cópia da carteira de identidade e um comprovante de residência, que poderia ser enviado posteriormente por e-mail.
A reportagem adquiriu uma réplica de um modelo que se assemelha ao fuzil AR-15. A única diferença de uma arma verdadeira é uma ruela vermelha que o exército exige para diferenciar as armas de brinquedo. O objeto, porém, é frágil e pode ser retirado sem muito esforço.





