Faltou comida de novo. Ao menos no Centro Olímpico de Tênis, na Barra, o ‘plano B’ do Comitê Rio 2016 para resolver o problema que atingiu todas as áreas de competição no sábado falhou.
Bebida não faltava, mas já no começo da tarde era impossível encontrar nos quiosques oficiais qualquer sanduíche, como o duplo cheeseburger de R$ 18 ou o cachorro quente de R$ 13. Só havia batata e biscoito de polvilho.
Após às 16h15, o cenário piorou. Isto porque os alimentos dos food trucks, que foram contratados às pressas, de madrugada, como parte da ação de emergência, também acabaram.
Informações desencontradas de alguns voluntários eram passadas às pessoas, irritadas e em vários casos com crianças, que perguntavam sobre o assunto. Uma das versões dadas era a de que as pessoas que teriam que abastecer os food trucks não tinham credencial para acessar o Parque Olímpico, e por isso a comida não chegava.
Quase às 19h, o diretor de comunicação do Comitê Olímpico do Rio 2016, Mario Andrada, atendeu à reportagem do ESPN.com.br, negou que o problema fosse este e deu mais esclarecimentos.
“Não, não é isso, não é credenciamento. É um problema de logística. Tem um grupo chamado comidas e bebidas, eu recebi a informação de que até às 17h iam abastecer aí, mas aconteceu alguma coisa que eu ainda não sei o que é e não chegou. Aliás, estou indo para aí agora para ver o que aconteceu. Mas é só aí no tênis”, disse.
Mais cedo, em entrevista coletiva ao lado de Mark Adams, diretor de comunicações do Comitê Olímpico Internacional (COI), Andrada havia rebatido a informação de que os problemas com alimentação continuariam neste domingo: “Minha informação é completamente contrária a isso”.
A reportagem foi até os food trucks, no primeiro, de massas, ouviu da atendente: “Acabou tudo moço, e infelizmente não vai chegar mais.” Em outro, de comida japonesa, que já tinha suas portas sendo fechadas, o mesmo: “Não tem mais nada.”
Mis um, de comida natural, já estava fechado antes das 16h30. O único que tentava se manter funcionando era um de espetinhos. Sem carne, o chapeiro e uma atendente tentavam dar conta da insatisfação das pessoas que já tinham comprado, mas ainda não tinham comido.
O moço falou que uma menina tá indo buscar lá no outro caminhão, na Arena Carioca 1″, disse um das torcedor que estava no local para assistir à estreia de Novak Djokovic na Olimpíada, na faixa noturna – até às 19h44, o jogo do sérvio não tinha começado.
“É um absurdo isso, cara. Faltar comida em um evento desses. Eles garantem o básico para as competições acontecerem, e as pessoas ficam à mercê”, disse outro torcedor com fome, que também pediu para não ser identificado.
Com falta de comida no Parque Olímpico, registrada no sábado e também neste domingo, food trucks foram chamados às pressas pela organização da Rio-2016 para atenderem ao público. Os food trucks chegaram ao Parque Olímpico por volta das 7h, ficaram localizados próximos ao centro de tênis, e esperaram um bom tempo por eletricidade para iniciarem o funcionamento.
Fonte: Chuteirasforadefoco




