A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou ontem (16) que seu gabinete está acompanhando as investigações da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Para a procuradora-geral da República, o atentado contra líderes políticos e a corrupção são exemplos de atentado à democracia. Dodge falou à imprensa em Porto Alegre, onde participou de uma reunião com integrantes do Ministério Público Federal (MPF) sobre os quatro anos de operação Lava Jato.
“Assassinatos de líderes políticos são um atentado à democracia. A vereadora Marielle era uma importante líder política no estado do RJ e era uma líder política, porque era defensora de direitos humanos, ela dava voz à comunidade, dava voz aos que não têm voz e conseguiu por sua atuação vibrante, expressiva, ser a voz da comunidade contra a corrupção policial, contra a corrupção de verbas públicas e estes dois temas estão unidos”, disse Dodge.
Dodge esteve no Rio de Janeiro na quinta, onde participou de uma reunião para acompanhar os trabalhos sobre o assassinato da vereadora Marielle e de Anderson. Para acompanhar o caso, procuradora-geral da República disse que seu gabinete instaurou um monitoramento das investigações que estão sendo feitas. A federalização do caso também está sendo avaliada, embora a expectativa seja de que não seja necessário, segundo Dodge.
“Temos um país em que o nível de impunidade ainda é elevado. A expectativa é de que acompanhemos todas as investigações com propósito de muita seriedade”, ressaltou.
Para a procuradora-geral da República, o atentado contra líderes políticos e a corrupção são exemplos de atentado à democracia.
“Os dois temas estão muito próximos e cabe aos Ministério Público cuidar de ambos. A democracia brasileira é forte, mas ela sofre riscos. A corrupção de verbas públicas, porque desvia recursos públicos, atenta contra a democracia, porque priva os cidadãos dos serviços públicos que deveriam ser financiados por estas verbas. Assim como o assassinato de defensores de direitos humanos e de líderes políticos atenta contra a democracia, porque a priva de vozes que clamam por valores claros à democracia, como a representatividade, a defesa de direitos, a contenção da força. E tudo isso é um papel também que o MPF tem que estar atento”, finalizou Dodge.
G1






