Durante a tradicional Lavagem do Bonfim, realizada nesta quinta-feira (15), em Salvador, mais uma vez o governador Jerônimo Rodrigues cultivou sua devoção na celebração religiosa mais tradicional da Bahia. Acompanhado por seu secretariado, ao seguir até a Colina Sagrada, ele agradeceu ao Senhor do Bonfim pelos avanços alcançados pelo Estado nos últimos três anos e pediu saúde e serenidade para seguir governando, mantendo o ritmo de desenvolvimento que os baianos precisam.
A estrutura montada pelo Governo da Bahia acompanha todo o cortejo, unindo segurança, cuidado com os fiéis e ações de valorização cultural. A Operação Lavagem do Bonfim 2026, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), reforça o policiamento e o monitoramento em tempo real, enquanto o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) instalou postos de comando e garante pontos de hidratação com água tratada, fornecida pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).
História-Com 281 anos, a Festa do Bonfim é a maior manifestação religiosa da Bahia e transforma a cidade em um grande caminho de fé e identidade. O cortejo percorre cerca de oito quilômetros, saindo da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, até a Igreja do Bonfim, em um trajeto que reúne devotos, baianas e manifestações culturais que marcam a celebração.
A aposentada Maria Helena Paranhos, de 64 anos, mora na capital e participa da Lavagem do Bonfim desde que chegou da cidade de Gandu, com 11 anos de idade. De acordo com ela, a fé no Senhor do Bonfim, ou Oxalá no sincretismo religioso, é muito grande. Através dele, teve várias conquistas e hoje só tem a agradecer. “Para mim é muita emoção, muita gratidão por tudo, pela minha família, eu só tenho que agradecer. Eu só peço paz nesse mundo. Que eles nos dê paz, cubra a nossa Bahia, cubra o nosso Brasil. Axé”, disse ela.
A Lavagem do Bonfim é um dos símbolos mais fortes do sincretismo baiano: a devoção católica ao Senhor do Bonfim convive com referências das religiões de matriz africana, no mesmo gesto coletivo de purificação, proteção e renovação de esperança. Vestidas à maneira africana, as baianas levam cântaros com água de cheiro — perfumada com flores e plantas aromáticas — para lavar o adro do templo e abençoar os devotos, num ritual em que o sagrado e o profano caminham juntos, entre a oração e a festa, a tradição religiosa e a alegria popular.
Secom – Secretaria de Comunicação Social – Governo da Bahia




