O centro de Petrolina ficou azul na manhã desta terça-feira(02). Foi a segunda passeata de mobilização do Dia Mundial de Conscientização do Autismo promovida pela Associação dos Amigos dos Autistas do Vale do São Francisco (AAMAVASF). A passeata saiu da praça Dom Malan às 9h e seguiu em direção à Câmara de Vereadores da cidade. O objetivo era sensibilizar o poder legislativo e conseguir dos governantes o direito ao tratamento gratuito da doença.
O evento contou com a participação de familiares, amigos e responsáveis da área de educação e saúde que foram as ruas para conscientizar a população sobre o autismo e chamar a atenção do poder público para a síndrome que já atinge cerca de dois milhões de brasileiros.
Os participantes da passeata estavam vestidos de azul, que de acordo com Marineide Caiana, Coordenadora da Educação Especial do município de Petrolina, é a cor que representa os meninos, uma vez que o autismo acomete mais os meninos do que as meninas. A coordenadora ainda reforçou a importância da participação dos pais na conquista dos direitos inclusivos para os autistas. “Quando os pais se comprometem com o direto dos seus filhos, se comprometem com a educação e isso facilita o nosso trabalho e o desenvolvimento deles na escola”, afirmou Marineide.
Para Adriana Ribeiro, diretora da AAMAVASF, a falta de conhecimento é a principal dificuldade para os pais que tem filhos autistas e conta ainda como a associação ajudou a diminuir essa barreira . “A falta de conhecimento na região fez com que eu tivesse esse interesse de reunir pais que tinham mais experiências para poder fazer trocas de informações… Com o tempo fiz curso para me aperfeiçoar e a partir daí senti a necessidade de buscar novos pais para fazer parte desse grupo”, declarou.
Segundo Adriana, o tratamento adequado para a doença é caro e envolve vários profissionais especializados. O autismo é um transtorno de desenvolvimento que aparece logo nos três primeiros anos de vida da criança e afeta o desenvolvimento normal do cérebro relacionado às habilidades sociais e de comunicação. Na região o número de casos de autismo já passa de 4 mil.
Por Raryana Wenethya






