A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) comemorou a decisão liminar da Justiça gaúcha que proibiu a venda de andadores infantis em território nacional e está em campanha pelo banimento moral do produto. A entidade busca que a sociedade se convença de que o produto é prejudicial à criança e, assim, pare de consumí-lo. “Eu chamo de brinquedo assassino. É um produto que não traz benefício nenhum”, argumenta o pediatra da SBP Rui Locatelli Wolf, que ajudou na elaboração da ação civil pública contra os fabricantes de andadores.
O médico conta que em 2009 fez o atendimento a uma criança que morreu vítima de traumatismo craniano, em razão de uma queda do brinquedo. “[O andador] atrasa o desenvolvimento psicomotor, provoca quedas, lesões, promove uma independência desnecessária à criança e pode levar à morte”, argumenta. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) testou e reprovou dez marcas de andadores disponíveis no mercado brasileiro, de fabricação nacional e importada. A Associação Brasileira de Produtos Infantis, que reúne os fabricantes brasileiros de produtos para crianças, anunciou que irá recorrer da decisão que baniu a venda.
Informações da Agência Brasil.




