Por Jacqueline Santos
A semana santa está chegando e junto com ela a tradição de trocar ovos de chocolate no dia da páscoa. Juazeiro, Petrolina e região oferecem uma infinidade de produtos para quem não abre mão da iguaria. Esse é o caso de Giovanni Tudisco que, mesmo não gostando dos preços do produto, pretende presentar a sua namorada. “Acho que os ovos de páscoa estão bem caros, mas vou comprar principalmente por causa da tradição e para agradar a minha namorada, mas não sei ainda de qual marca será”, contou.
De acordo com a economista e professora Liliane Caraciolo, geralmente os preços dos ovos são de acordo com a procura. “Em geral, o preço é determinado pela lei da oferta e demanda por determinado produto. A demanda quando cresce pressiona o preço. Em épocas sazonais, como a páscoa, a demanda por chocolate propicia aumentos de preço. O produto, no caso, é o chocolate, que em formato de ovo atrai o consumo”, explicou.
Em Juazeiro e Petrolina, o consumidor pode optar por comprar os chocolates em uma das lojas de uma rede nacional. De acordo com a gerente da franquia em Juazeiro, Lidiane Camelo, a expectativa é que as vendas cheguem entre 20% a 30% a mais em relação ao ano passado.
“Nós acreditamos que vamos alcançar a nossa meta, pois como a nossa campanha começou há 40 dias antes da páscoa, as pessoas começaram a comprar antecipadamente”, explicou. Segundo a gerente, o preço dos ovos de chocolate varia de R$ 10,90 até R$ 229,00 e o consumidor pode escolher entre vários sabores, formas e ingredientes que vão desde ovos para pessoas que não podem ingerir leite ou açúcar, até pessoas que queiram além do chocolate ter uma joia, por exemplo.
Alguns consumidores estão, através das redes sociais, reclamando dos preços abusivos de algumas marcas que fabricam o chocolate. Alguns fazem, até, o comparativo ente o ovo de páscoa de determinada marca com outro produto da mesma marca com o mesmo tipo de chocolate. Os consumidores alegam que a diferença é exorbitante e que a economia é bem mais consumindo os chocolates em formatos tradicionais ao invés dos ovos.
Segundo a economista, a diferença nos preços acontece em virtude da atração, pois se um produto é mais atraente que outro, tem demanda maior e, consequentemente, leva ao aumento de preço. “O mercado tem investido cada vez mais na atração dos ovos de páscoa com intenção de atrair a demanda. Entre os atrativos estão as embalagens coloridas, surpresas internas, tamanho”, afirmou.
Ainda de acordo com Liliane, atualmente, o consumidor está mais atento a esse tipo de situação. “As pesquisas indicam que o consumidor está mais consciente, haja vista o crescimento da demanda do chocolate em barra em relação ao formato ovo”, ressaltou.

Mas para quem não quer pagar muito caro por ovos de grandes marcas, existem outras opções. Há cinco anos Sandra Figueiredo começou a fazer ovos de páscoa em casa. A doceira fez alguns cursos rápidos, pesquisou na internet e com uma pitada de vocação começou a fabricar e vender ovos de chocolate. Hoje Sandra tem uma doceria na orla da cidade e, segundo ela, essa é a época mais rentável do seu negócio
“Costumo dizer que no período da páscoa é quando eu tiro o meu décimo terceiro salário. Nós estamos tendo cada vez mais pedidos. O nosso negócio de fazer ovos caseiros é um diferencial porque além do preço menor nós damos ao cliente a oportunidade de encomendar o ovo com o recheio e do jeito que ele quiser”, frisou.
De acordo com Sandra os ovos mais caros que fabrica custam R$ 30,00 e pesam cerca de meio quilo. A previsão é que até a semana que antecede a páscoa, a doceria venda 80% dos produtos.
Os consumidores que preferem não comprar ovos de páscoa, mas querem celebrar a páscoa, podem também soltar a imaginação e comemorar a data da maneira que acharem mais viável. Para Liliane Caraciolo, a melhor forma é usando a criatividade. “Entender a história dos ovos de páscoa é uma iniciativa que pode estimular a criatividade. A tradição de presentear não iniciou com o chocolate em forma de ovo, mas com a pintura do ovo. Em alguns países, as pessoas colorem ovos cozidos e escondem no jardim para que as crianças procurem. Isso une a família, estimula o conhecimento das crianças e cumpre a tradição”, concluiu.




