O Diário da Região entrevistou uma médica ginecologista e obstetra, para saber as principais dúvidas que as mamães de primeira viagem procuram tirar nesse período de gestação.
Por Caio Alves
Quando a mulher descobre que está gravida é um momento mágico e de expectativa para ela. Além disso, começa uma saga das futuras mães atrás de informações e de tirar as dúvidas sobre a gravidez e de como cuidar do bebê. O Diário da Região foi atrás de uma obstetra para saber quais as principais dúvidas que as mamães de primeira viagem tiram em relação à gravidez.
Segundo a ginecologista e obstetra, Juliana Rapouso, as mães de primeira viagem sempre ficam nervosas e ansiosas para tirar as dúvidas sobre a gravidez, mas a médica indica que a futura mamãe, curta a gravidez e esqueça um pouco essa ansiedade. “É preciso que as futuras mães fiquem tranquilas em todo o período da gestação, e que curtem esse momento sublime da vida, para uma mulher”, explicou a médica.
A primeira indicação da médica é em relação ao cuidado com a alimentação que tanto as gestantes, quanto as mães recentes devem ter, e explica que a cultura em quem a gestante tem que comer por dois, é uma grande cilada. “Todas as mães de primeira viagem, como todas as gestantes, elas devem se preocupar em ter uma alimentação saudável, e essa cultura de comer por dois, é um risco, pois ela começa a ter uma alimentação exagerada, sendo que ela deve ter uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e muitos carboidratos, e de preferência com um acompanhamento nutricional”, salienta.
Para aquelas que não têm condições de ter um acompanhamento nutricional, a médica explica que as gestantes devem comer de forma fracionada de três em três horas, e sempre alimentos leves e saudáveis. “Ter muito cuidado com alimentos cruz, porque a gestante pode ingerir algum certo tipo de bactéria que às vezes estão nesses alimentos, como alface, tomate, e esses alimentos precisam ser bem lavados para elas comerem, e comer bastantes frutas”, esclareceu Juliana Rapouso.
Sobre a pratica de atividade física, a médica esclarece que não existe nenhuma restrição para aquela gestante saudável e que não tem nenhum problema na gestação, de fazer uma atividade física de baixo impacto, elas podem fazer até o final da gestação, se elas tiverem esse cuidado de ter orientação do educador físico. “O exercício físico é recomendado na gestação, principalmente para aquelas que já faziam atividades físicas, a não ser que elas tenham alguma contra indicação”, completou.
Caminhadas, hidroginástica e musculação, podem ser feita, mas elas têm que ser orientadas por um profissional, educador físico, e que ele tenha experiência com gestantes, porque tem algumas restrições na parte da musculação. Depois do parto, é preciso que as mães aguardem um período, e esperar o obstetra dizer o momento correto que ela vai começar a praticar alguma atividade física.
Na parte de alimentação do bebê, a médica orienta a alimentação ao seio sobre livre demanda e se existir alguma dificuldade na amamentação, é preciso que a mãe notifique ao pediatra ou obstetra, ou até mesmo ir ao Banco de Leite, que elas irão orientar sobre a posição do bebê na hora da amamentação. “Recomendamos a amamentação sobre livre demanda, a mãe não precisa se preocupar em definir horários para a amamentação, é só deixar que o bebê decida e mame quando e quanto quiser”, aconselha a médica.
Outro cuidado importante que a futura mamãe deve ter é com a higiene do bebê e dela. A médica lembrou que quando o bebê nasce sempre têm aquele ritual de visitação, e a mãe têm que ficar em alerta, pois expõem o bebê a pegar alguma bactéria. “É bom lembrar que o bebê ainda tem uma imunidade ainda imatura, e que a grande quantidade de visitação de pessoas expõe esse bebê a vírus, bactéria que circulam na população que talvez esse bebê não esteja preparado para ter contato com essas pessoas”, salienta.
A médica ainda salientou sobre as dúvidas sobre os sintomas que as mães de primeira viagem querem saber e como devem ser tratados. As mães devem saber que elas vão ter alguns sintomas durante a gestação, como enjoos e cólicas, mas esses sintomas são aliviados por medicamentos prescritos pelo. “Mas o mais importante que elas devem fazer é tentar desviar o foco e tentar curtir a gravidez, e não entender a gravidez como uma doença. Gravidez é momento sublime da mulher que deve ser curtida. E muitas gestantes focam demais nos sintomas, nos enjoos e acabam deixando de curtir a gestação, que é um momento maravilhoso”, concluiu.
Com a palavra uma jovem mãe:
A estudante de 28 anos, Camila Andrade, contou que quando soube que iria ser mãe, foi uma surpresa e ao mesmo tempo uma felicidade para ela e para todos os membros da família. “Foi àquela surpresa em saber que vou ser mãe, e ao mesmo tempo uma preocupação, pois eu não sabia como iria lidar com o meu filho, mas depois conversando com a minha mãe, minhas tias e até minha avó, eu fui tirando esse medo e fui curtir a minha gravidez”, salienta.
A jovem ainda relatou que desde o inicio da gestação teve acompanhamento de um médico, que sempre realizava exames para saber se estava tudo certo. “Fiz o pré-natal e até o nascimento do meu filho tive o acompanhamento do médico para saber como andava a minha gravidez”, explicou.
Segundo Camila, durante a gestação, a mesma realizou atividades físicas leves, como por exemplo caminhadas. “Eu fiz caminhada e me ajudou bastante pois fez com que eu não engordasse tanto e também me ajudou na questão da mobilidade”, comentou.
Passada toda essa etapa e agora com o filho nos braços, Camila contou que está muito feliz e realizada. “O memento mais especial pra mim foi quando meu filho nasceu e quando a medica colocou o rostinho dele colado com o meu”, diz emocionada Camila.






