Os vereadores Rudival Caetano Damasceno Silva, Uemisson Almeida dos Santos (Eminho), João Borges de Almeida e José Pereira Ribeiro (Zé do Rufino), tiveram suas participações de luta reconhecidas pelos familiares das vitimas do naufrágio de 29/04. Desde o primeiro dia, os parlamentares estiveram presentes nas buscas por sobreviventes, e posteriormente no resgate dos corpos desaparecidos, foi o que destacou Walberto Pereira de Almeida, sobrevivente e irmão de uma das vítimas.
Quando as buscas foram encerradas por falta de estrutura, os familiares de Gilberto Bispo dos Santos, Josemar Rodrigues Militão e Eliena Pereira de Almeida vivenciaram o maior pesadelo, tendo que conviver com a dor da perda e a agonia de não poder velar nem sepultar seus entes queridos. Foi aí que mais uma vez os vereadores agiram energicamente, solicitando da mesa diretora da câmara, a convocação de representantes da Marinha do Brasil, para esclarecerem fatos ligados às condições da embarcação, bem como de um plano de reflutuação.
De imediato o presente da casa Moacir Martins dos Santos, acatou a solicitação e convocou o comando do segundo distrito naval, com sede em salvador, que enviou os capitães Claudio Luis e Flávio Almeida. Durante a sessão de esclarecimentos os oficiais enfrentaram duras críticas dos parlamentares e da comunidade. Acredita-se que a repercução negativa na imprensa nacional e uma ação judicial ajuizada por Deone Bispo dos Santos na justiça Federal, tenham mudado o posicionamento da Marinha, que até então estava irredutível no cumprimento da Norman 16.
A mudança de posicionamento desburocratizou e acelerou o resgate dos três ultimo corpos. Com mergulhadores do Rio de Janeiro e uma mega estrutura de equipamentos, no dia 15/06, foi retirado o último corpo, submerso a 46 dias. Como representantes do povo, os vereadores fizeram o seu papel político, moral, social e humanitário.






