Da Redação
Foto: Caio Alves

Após 10 dias, enfim, os ônibus da empresa Viva Petrolina voltam a circular na cidade. O fim da paralisação foi confirmado pela diretoria da empresa que presta serviço na cidade do Sertão pernambucano e pela comissão dos trabalhadores da Viva Petrolina na tarde de ontem (27). Desde o dia 17 de junho os funcionários da empresa de transporte coletivo estavam em greve devido ao atraso salarial. A Viva Petrolina espera normalizar o serviço neste sábado (28).
Na tarde da última quinta-feira (26) o Ministério Público do Trabalho (MPT) promoveu uma reunião para intermediar um acordo entre os motoristas e cobradores da empresa de transporte coletivo. O encontro, realizado na sede do MPT, contou com a participação de representantes da Empresa Viva Petrolina, a Comissão de Funcionários e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Petrolina (Sinttrop).
O advogado do Sinttrop, Agrinaldo Sidrônio de Santana, já havia afirmado ao Diário da Região que os funcionários da empresa só retornariam ao trabalho quando fossem sanadas todas as dívidas.
Para a estudante de Comunicação Social da Uneb e residente do bairro Cohab Massangano, Dayane Késia, a greve a prejudicou, pois a mesma estuda em Juazeiro e devido ao horário em que as aulas acabam, tem que pegar dois ônibus para chegar à sua casa. “Estava tudo confuso, pois os itinerários não eram mais os mesmos e não fazia mais a menor ideia de horário, ia para o ponto de ônibus e de lá pegava qualquer um que fosse para o centro”, explicou.
Mas mesmo sendo prejudicada pelo número reduzido de ônibus e a mudança de alguns itinerários, a estudante apoia a greve dos funcionários. “Apoio, pois assim como todo cidadão os motoristas e cobradores precisam cumprir com suas responsabilidades, e já havia tido uma paralisação dos ônibus, a empresa já estava ciente de que estava em falta com seus funcionários, ela deveria ter procurado uma medida para tentar solucionar o problema e não deixar chegar a essa situação. A greve é justa e legal”, concluiu Dayane Késia.
Outra estudante que teve dificuldade para pegar ônibus nos primeiros dias de greve foi a estudante do curso de Tecnologia em Alimentos do IF Sertão, Rafaella Rezende. Segundo ela, com a substituição da Viva Petrolina pela Joafra, tornou-se mais tranquilo, já que os ônibus começaram a circular pontualmente. “No primeiro dia houve um grande transtorno, já que a única empresa a fazer linha era a Joalina. No meu caso que moro no São Gonçalo era apenas a linha do Circular, e ainda tinha a demora nos pontos de ônibus e a superlotação”, salientou Rafaella.
Cerca de 80 funcionários estavam parados na região central de Petrolina. O débito da empresa com salários atrasados é de mais de R$ 300 mil relativo a quase três meses de pagamentos e tíquetes alimentícios. Motoristas e cobradores estavam desde o início da greve, no pátio do Centro de Convenções Senador Nilo Coelho, juntamente com mais de 20 ônibus, que estavam com seus pneus furados, para evitar a retirada dos veículos pela empresa.






