O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o momento é de expectativa com as eleições de outubro deste ano e que tem percebido os adversários mais “nervosos e agressivos”. “Houve uma falta de respeito com a presidenta que não tinha visto comigo. Eu era metalúrgico e achava que o preconceito era comigo, mas é com a presidenta Dilma”, afirmou, em plenária do PT no Paraná, numa referência indireta aos xingamentos direcionados à presidente durante a abertura da Copa, em 12 de junho, no Itaquerão.
Lula afirmou que a “imensa alegria” de sediar o Mundial de futebol virou um “pesadelo” porque algumas pessoas se acharam no direito de dizer que a Copa não ia acontecer. “Umas porque não queriam e outras porque achavam que as coisas não iam ficar prontas. Tudo está funcionando perfeitamente bem. Estamos podendo oferecer uma Copa das melhores que o mundo esportivo já viu, derrubando o pessimismo vendido inclusive pela imprensa estrangeira, quem sabe incentivada pela imprensa brasileira”, afirmou. “Para a desgraça deles (os pessimistas), o Brasil vai ser campeão do mundo no dia 13.”
Numa defesa das gestões do PT nos últimos 12 anos, o ex-presidente referiu-se à situação do País antes de ele tomar posse, em 2003. Ele questionou a plateia sobre qual era a perspectiva para alguns dos principais indicadores econômicos, como o crescimento, a inflação, a dívida externa, a dívida interna, o desemprego e o salário mínimo. “Antes de chegarmos à Presidência, a grande bandeira era que o salário mínimo fosse de US$ 100. Hoje não só é de US$ 100 como já ultrapassou os US$ 300. E sabemos que é pouco e que é preciso aumentar muito mais ainda”, afirmou.
Agência Estado






