A epidemia de dengue em Salgueiro, município do Sertão pernambucano, foi controlada. Nos primeiros quatro meses do ano, uma média de 100 notificações semanais eram registradas na cidade. Os meses de abril e maio forma os mais críticos. Houve semana com 172 notificações da doença.
Mais de 1,8 mil casos da doença foram notificados na cidade em 2014. Destes, 1.438 confirmados. 05 pacientes tiveram complicações, mas não houve mortes. Os casos da doença sofreram uma considerável redução a partir de julho e em agosto ainda não houve registros de pessoas com suspeita de dengue no município.
O bairro Divino Espírito Santo foi o com maior incidência, seguido pela Cohab, onde mora Joseildo Davi Ferreira. Ele afirma que o pior já passou. “Graças a Deus está tudo tranquilo agora. Diminuíram muito os casos de dengue. Antes era demais. De casa em casa tinha gente doente, mas aumentaram os agentes, eles passaram nas casas, fizeram limpeza, passou o carro de dedetização. A gente não ouve mais falar de dengue aqui não”, declarou.
De acordo com o secretário de saúde de Salgueiro, Emanoel Leite, o estado de epidemia foi declarado no mês de março deste ano e, nesse período, dez novos agentes de endemia foram contratados para orientar os moradores dos bairros com maior incidência da doença. “Os novos agentes foram contratados em caráter emergencial para aumentar a vistoria nas residências. Nesses locais, foram encontrados depósitos com água e muito lixo nas casas e isso contribuiu para a proliferação do mosquito”, explicou.
Segundo o secretário, trabalhos de conscientização foram realizados por conta dos materiais encontrados nas casas. “Nós fizemos parcerias com algumas instituições e com os representantes das comunidades. Fizemos campanhas de conscientização, inclusive nas escolas. Os alunos participaram de atividades e acabaram se transformando em ‘agentes multiplicadores’, ou seja, eles orientaram outras pessoas nas ruas e nas casas sobre a prevenção da doença”, afirmou Emanoel.
Para o secretário, o surto de dengue poderia não ter ocorrido se os devidos cuidados preventivos tivessem sido tomados. “Fizemos reuniões com donos das residências onde foram encontrados focos da doença mais de uma vez. Foi explicado para os reincidentes que eles estava prejudicando a comunidade. Muitas pessoas fazem sua parte, mas não são todos. A meu ver, se os moradores tivessem tido esse cuidado, não teria entrado em estado de epidemia”, afirmou.
G1 Petrolina




