
Em abril deste ano a Empresa Petrolinense de Trânsito e Transporte Coletivo (EPTTC) anunciou a proibição da circulação de veículos de médio e grande porte nas principais vias da cidade, durante os horários comerciais. A decisão foi tomada para melhorar o fluxo de veículos em Petrolina, Sertão pernambucano. Entretanto, a medida foi suspensa e os motoristas não foram comunicados.
A EPTTC chegou a fazer a colocação de placas para alertar os motoristas para a determinação que abrangeria as avenidas Guararapes, Monsenhor Ângelo Sampaio, Joaquim Nabuco, Fernando Goes, Tancredo Neves e nas ruas Souza Junior, Dom Vital e Pacífico da Luz. E anunciou a punição para os motoristas que desobedecessem a determinação que seriam multados R$ 85,13 e quatro pontos na carteira de habilitação pela infração média.
O proprietário de uma transportadora que atua no município, Hairton Mota, ficou surpreso com a mudança. “Não sabia que não estava em vigor. Tanto que passamos a contar com a compreensão dos clientes e substituímos os carros por veículos menores e ainda demoramos mais na entrega por casa da medida”, relatou.
Segundo o diretor-presidente da EPTTC, Paulo Valgueiro, ainda nas primeiras semanas a medida foi suspensa. “A medida não pôde continuar por conta do plano de mobilidade. A resolução não chegou a entrar a vigor porque até que se construa o plano, vários modificações vão surgir no trânsito da cidade. Então é melhor esperar”, explica.
Sobre o plano de mobilidade, Paulo Valgueiro destaca que o edital de convocação da licitação do projeto está em fase de finalização e a perspectiva é que ainda em agosto aconteça a licitação. “A licitação vai determinar qual será a empresa que vai construir e implantar o plano de mobilidade. Várias pesquisas estão sendo feitas e depois da assinatura, a empresa terá 8 meses para concluir o plano que deve servir para os próximos 15 anos”, garante o diretor-presidente do órgão.
G1 Petrolina






