No ano passado, o torcedor do Bahia se acostumou a ver o nome de Raul como titular da equipe. Em 2014, porém, isso mudou radicalmente. O lateral-esquerdo foi colocado de lado no elenco, e acabou sumindo aos poucos da memória dos tricolores.
Tudo pode mudar novamente para o sergipano a partir de sábado, quando o Esquadrão enfrenta o Corinthians, no Itaquerão. Sem o titular Pará, a serviço da seleção sub-20, e Guilherme Santos, suspenso, a tendência é que Raul volte a ser titular.
O lateral chegou ao Bahia em maio de 2013 e ganhou logo de cara a confiança do técnico Cristóvão Borges. Aos 27 anos, sem nunca ter jogado por um grande clube, Raul disputou 34 partidas da Série A, 29 como titular.
Com a vinda de Marquinhos Santos, a contratação de Guilherme Santos e a promoção de Pará, o jogador passou de titular a terceira opção. Raul fez nove partidas em 2014 (cinco como titular). A última foi em 1º de maio, contra Villa-Nova-MG, pela Copa do Brasil. Como titular, a mais recente ocorreu em 13 de fevereiro, contra a Jacuipense.
Ele confessa ter ficado magoado com o treinador. “Me tiraram do time e do banco e nunca me deram uma explicação. Mas respeitei e procurei trabalhar”, disse. “Até surgiram boatos de que eu estava fora dos planos, de que seria emprestado para o Náutico, e engraçado que até hoje o Náutico não me ofereceu nada… Fiquei chateado com isso, achei falta de respeito”, completa.
A esperança voltou quando Charles assumiu como interino. Os dois já trabalharam juntos no Votoraty-SP, em 2007, e Raul sabia que seria olhado com carinho. “Claro que, por ele me conhecer, tive uma motivação muito maior. A gente sempre conversou bastante, antes mesmo dele assumir. É um cara que sabe que pode confiar em mim, e eu quero ajudá-lo”, disse.
Os dois ainda não falaram sobre o assunto, mas Raul sabe que deve voltar ao time. Seus colegas já lhe desejaram sorte: “temos um grupo unido e os líderes, como Titi e Lomba, já vieram me desejar que aproveite a chance. Estava muito triste de não jogar e não ficar junto deles nas viagens”, disse.
Seu objetivo é reviver a boa fase de 2013. “Acho que tive um bom ano. Claro que tive maus momentos também, mas serviu de aprendizado”, disse. “Minha estreia pelo Bahia foi contra o Corinthians. Que agora, contra eles também, comece uma nova era para mim”, desejou.
A Tarde




