Na manhã desta terça-feira (12), mães de crianças atendida pela creche Casa da Criança fizeram uma manifestação pelas ruas do Centro do Petrolina, Sertão pernambucano. A caminhada teve como objetivo sensibilizar as autoridades municipais com relação ao fechamento da entidade.
A concentração começou em frente à unidade e seguiu pelas principais vias do Centro. De acordo com os participantes, o trajeto da manifestação incluiu a sede da Prefeitura de Petrolina, Orla da cidade e Praça das Algarobas.
Uma das mães que participa da manifestação é Elizângela Ferreira dos Santos, de 28 anos. Segundo a auxiliar de serviços gerais que tem dois filhos sendo atendidos pela creche, sem a unidade, as crianças não terão onde ficar enquanto ela trabalha. “Estou muito preocupada porque não sei o que vai ser de nós. Acho que vou ter que pedir demissão do trabalho. E se realmente fechar, muita gente vai acabar sem ter como trabalhar”, desabafa a mãe.
A Associação de Amparo à Maternidade e à Infância (Apami), que mantém a Casa anunciou a data de fechamento da unidade para o dia 31 de dezembro deste ano. A administração da unidade afirma que investe mensalmente um valor em torno de R$ 70 mil e tem enfrentado dificuldades para continuar garantindo o recurso e a permanência dos profissionais que trabalham no local.
A Casa da Criança funciona em um regime de semi-internato, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, disponibilizando várias atividades para crianças de quatro meses a seis anos. O prédio conta com um berçário, salas de aula e refeitório, além da Escola Municipal Irmã Iracema, que funciona em anexo à casa. A instituição, que funciona há mais de 45 anos, atende cerca de 300 crianças viabilizando educação, atividades esportivas e seis refeições diárias aos matriculados.
De acordo com o gerente administrativo-financeiro da Apami, Francisco de Alencar Rocha, a manutenção da creche vem acumulando prejuízos financeiros para a associação. “A Casa da Criança não se mantém só. Começamos com cerca de 150 crianças e agora temos 300. A despesa é grande, são mais de 40 funcionários. Então, chegou a um limite que a diretoria da Apami teve que escolher entre manter a unidade ou investir no combate ao câncer. Então, a unidade realmente vai ser fechada e o dinheiro gasto mensalmente será revertido na construção do hospital do câncer de Petrolina”, explicou o gerente.
Em nota, a Secretaria de Educação de Petrolina, informou que todas as crianças da instituição devem ser remanejadas para unidades do Programa Nova Semente.
G1 Petrolina




