Radicais! Assim parte da Mídia chama quem recorre a vias extremas na defesa de suas convicções, ideologias ou ideais. Mas seria justo chamar de radical aquele que luta, com todas as suas forças e até o fim, por aquilo que acredita? Penso que nem todos! Vejo bravatas insensatas, desnecessárias, desgastantes e imprudentes, quando deveriam recorrer ao diálogo democrático. Agem como tolos, ambos os lados
Chegou a hora de termos opinião e posição, precisarmos ser agressivos com ninguém. O que precisamos é assumir posições conforme nossas convicções. Dizer: NÃO APOIO NENHUMA LEI QUE VÁ DE ENCONTRO À FÉ CRISTÃ. Parece que ser contra “os auto proclamados progressistas” em questões como legalização do aborto, união homo-afetiva, descriminalização das drogas e legalização da prostituição passou a ser vergonhoso. Quase um crime! E muitos covardes e omissos, incluindo aí alguns políticos ditos cristãos pelo Brasil afora, escondem sua opinião para expressá-la nas eleições do ano que vem. Bando de OPORTUNISTAS COVARDES! Sejam cristãos antes e acima de tudo, mas sem faltar com o decoro ou o respeito a ninguém. Assumam de que lado estão ideologicamente e não personalizem uma luta que é antes de tudo IDEOLÓGICA. Não precisamos de “heróis” que se apresentem como paladinos da justiça. Podemos até ver Leis ruins sendo aprovadas, mas definimos posição, de que lado estamos e em que cremos. Lutemos pela Plena e Igualitária Liberdade de Expressão e Opinião. Não precisamos agredir ninguém.
Para mim o PSC errou, pois ao perceber o desgaste e fragilidade midiática do nome de Feliciano por conta de expressões de opinião pessoais, não deveria tê-lo elegido e sim outro representante de sua própria base cristã na CDHM, já que seu nome, antes mesmo de sua eleição causava tanto alvoroço pro conta de suas expressões de convicção pessoal. Isso deu o mote que os opositores dos parlamentares que defendem os valores cristãos da família na sociedade precisavam. Mas não sejamos tolos. Ninguém esta combatendo Feliciano e sim o que ele representa que é a forma cristã de pensar e conceber o mundo, incluídos aí católicos e evangélicos. Ainda que a maioria de nós não compartilhe de muitas de suas opiniões. Precisamos deixar a HIPOCRISIA de lado e falar a verdade: Cristãos, em sua maioria, não apoiam a união entre pessoas do mesmo sexo. Ponto! Mas, isso não nos dá, e nem a eles, o direito de agredir, desprezar, perseguir, nem maltratar a ninguém por suas escolhas, crenças e opiniões divergentes, pois aí já seria CRIME! De igual modo, ouvir um deputado federal agredir cristãos ou a homo-afetivos por suas convicções por deles discordar, ainda que verbalmente é no mínimo “falta de decoro!”
Não concordo com muitas declarações dos deputados Feliciano, Jean Wyllis e nem de alguns líderes do LGBT no Brasil. Mas o que está em jogo aqui é uma guerra ideológica e de poder onde prevalecerá quem tiver argumentos mais convincentes e agregadores. A deslealdade da maior parte da Mídia está em tomar partido de forma injusta e parcial ao evidenciar algumas expressões de opinião do Feliciano, ignorando outras tão infelizes quanto elas feitas por Jean Wyllis e alguns de seus parceiros. Um deles chegou a falar em “luta armada a favor dos direitos LGBT”. “E Jean teria chamado os cristãos de “fanáticos, loucos, fundamentalistas e doentes”. Nada foi feito amplificado na Mídia acerca disso. A grande verdade é que há exageros e incoerências de ambos os lados e o pano de fundo nessa briga toda é que não querem cristãos no comando da CDHM. Um nicho esquerdistas “progressista” há anos e que escapou de suas mãos por acordos de gabinete, já que o PSC tinha direito a uma quota na Câmara. Ponto!
A mais recente disputa ideológica coloca de um lado cristãos, apelidados por parte da Mídia de “radicais e fundamentalistas” e no campo oposto “ativistas dos direitos humanos homo-afetivos (LGBT)”. Note a diferença linguística! Em ambos os campos vemos indivíduos inteligentes, verborrágicos, firmes, veementes e intensos na defesa de suas convicções. Eu me posiciono no meio, não por covardia, mas por julgar ser essa postura mais coerente. É preciso lembrar que o que está em jogo, antes e acima de tudo, é um jogo de poder, pois “poder só respeita poder.” NÃO APOIO NENHUMA LEI QUE VÁ DE ENCONTRO À FÉ CRISTÃ e Pronto!
No meu entendimento nenhum cidadão pode ser obrigado a pensar, crer, sentir ou agir por força de uma imposição midiática ou pressão social. E ainda que exista um decreto de Lei o indivíduo tem todo direito de questioná-la, mas não o de quebrá-la u seria insurreição. Há casos de exceção em que a liberdade é ameaçada e a insurreição pode se fazer necessário. Exemplo disso foi o período da ditadura militar. Nenhum cidadão pode e nem deve, em nome da defesa de seus direitos, cercear a liberdade de pensamento, expressão, crença e ação individual do outro, desde que praticada dentro da Lei e não ao arrepio desta.
A Mídia brasileira parece gostar de atiçar disputas e acirramentos maniqueístas (“o bem” de um lado e “o mal” do outro). Ocorre que qualquer observador mais atento perceberá que há oportunistas obtendo algum tipo de vantagem pessoal de ambos os lados. Vemos isso pela forma belicosa, preconceituosa e desprezível com que alguns cristãos se referem aos homo-afetivos, como se não fossem humanos e sim monstros. Porém, de igual modo percebemos atitude homogênea vinda de alguns ativistas na defesa dos direitos LGBT se referindo aos cristãos de forma generalizada como doentes, fanáticos e párias sociais. Alguns já usaram até de agressão física e nem por isso foram chamados de “heterófobos”. Um líder do movimento LGBT no Brasil declarou em vídeo estar disposto “a pegar em armas se preciso for” na defesa dos seus direitos. Quanta “babaquice!” Que absurdo! Quanta sandice numa só lugar. Isso é também instigar o ódio. Aliás essa última afirmação, tão absurda quanto preconceituosa e inconsequente por instigar o ódio, foi ignorada pela grande Mídia e as Autoridades. Temos um parlamentar ativista e homossexual assumido que não perde uma chance de agredir verbalmente os religiosos e reafirmar seu desejo de bani-los da vida pública, se possível. Outro parlamentar cristão usa o discurso religioso para acirrar os ânimos com frases de efeito de interpretação ambígua. Inconsequentes! No fim prevalecerá quem se articulou melhor, tiver mais força e não quem gritou ou produziu mais “factóides” midiáticos em busca de autopromoção.
No sistema democrático do estado moderno de Direito o que prevalece é o diálogo e não a toca de farpas e ofensas. Tudo é decidido no final pelo voto e sempre vence quem obtém a maioria. É bom lembrar que se de um lado não posso impor aos homo-afetivos minha visão heterossexual da vida, de igual modo, numa atitude isonômica, estes também não têm o direito de impor sobre ninguém sua visão e percepção de estrutura social ideal. Daí a necessidade do diálogo. Alguns afirmam que a sociedade brasileira é em essência “judaico-cristã” demais e que precisamos desconstruir para reconstruir uma nova ordem social. Eu até rio quando leio algo assim. E sabe por quê? Simples: A sociedade é cíclica e sempre estará em busca de coisas novas. Tudo isso pelo fato de que as reivindicações do LGBT já foi uma realidade prática e tácita em civilizações passadas. Mas chegou um tempo em que as mesmas sucumbiram e adotaram outro modelo. O motivo? Também é simples: Chega uma hora em que a sociedade organizada sente a necessidade de estabelecer regras conservadoras para se proteger em sua própria sobrevivência estrutural e conceitual. Sei que muitos discordam disso e inúmeros intelectuais, mais capacitados que eu em minha limitada formação, poderão usar incontáveis argumentos para derrubar o que afirmo. Tudo bem! Nisso consiste a liberdade: No direito de livre expressão do pensamento. Pena que alguns parecem não querer mais isso.
Não podemos usar 2 pesos e 2 medidas. O Papa Francisco pensa igualzinho a Feliciano em questões como legalização do aborto, união homo-afetiva, descriminalização das drogas e legalização da prostituição. A GRANDE MÍDIA POUPA O PAPA E DEMONIZA FELICIANO por suas opiniões sobre as quais a Igreja Católica pensa IGUALZINHO. COMO SE CHAMA ESSA BLINDAGEM? Usar 2 pesos e 2 medidas, ou seja, É DESONESTA, PARCIAL, PRECONCEITUOSA E PERSEGUIDORA. O Papa não preside a CDHM, mas sua opinião tem um peso enorme sobre milhões que votam e pressionam. Ele e a maior parte do clero católico brasileiro estão em silêncio nessas questões porque julgam oportuno. Mas não mudaram suas convicções.
Genoíno e João Paulo Cunha foram eleitos para comissões importantes que lidam com dinheiro. Renan e Henrique Alves permanecem em seus cargos. Dirceu e o PT continuam se articulando. Dilma fica em cima do muro oportunista do silêncio. Cadê a mídia que nada mais fala sobre isso. Até quando veremos uma mídia parcial, injusta e manipuladora dominando o cenário brasileiro da informação no Brasil? Até quando?
Artigo – Por Teobaldo Pedro de Jesus – teólogo, psicanalista e professor.






