Ao menos 14 pessoas morreram e 100 ficaram feridas após a explosão de um carro-bomba em um prédio da polícia egípcia nesta terça-feira (hora local), de acordo com novo balanço divulgado por fontes médicas.
A forte explosão aconteceu na cidade de Mansura, cerca de 100 quilômetros ao norte do Cairo, e causou sérios danos materiais. Imagens da televisão mostraram fachadas de prédios destruídas, além de várias ambulâncias no local.
A maioria das vítimas é policial, afirmou o governador da província de Daqahleya, Omar al-Chaouatfy.
Logo após o atentado, o primeiro-ministro egípcio, Hazem Beblawi, classificou a Irmandade Muçulmana, à qual pertence o presidente deposto Mohamed Mursi, de “organização terrorista”.
Autoridades dos serviços de segurança afirmaram que o carro-bomba tinha dezenas de quilos de explosivos, e que a detonação foi ouvida em um raio de 20 quilômetros ao redor da cidade.
Magdy Higazi, um funcionário de alto escalão do Ministério da Saúde da província de Daqahleya, no delta do Nilo, havia anunciado um balanço provisório de oito mortos e 90 feridos.
Fontes de segurança disseram que o general Sami el Mihi, responsável pela segurança na província, ficou ferido, e que dois de seus colaboradores morreram na deflagração.
Ataques contra prédios oficiais no Egito se multiplicaram desde a destituição do então presidente Mohamed Morsi, em julho de 2013.
Folha de S. Paulo




