Depois da frustração pela lesão que a tirou da Olimpíada de Pequim, em 2008, e da eliminação na estreia dos Jogos de Londres, em 2012, a judoca Érika Miranda esteve muito próxima de conquistar a medalha de bronze na categoria meio-leve (até 52kg) neste domingo, na Arena Carioca 2. Porém, a derrota para a campeã mundial Misato Nakamura, além de acabar com o sonho de subir ao pódio, fez a brasiliense pensar se deve ou não recomeçar um novo ciclo olímpico para Tóquio 2020
– Estou tão cansada, que nem consigo pensar nisso (aposentadoria dos Jogos Olímpicos). Se eu pensar em um próximo ciclo olímpico, vou ficar esgotada. Vou dar tempo ao tempo, foi longo período de preparação e tenho que refletir, quais são minhas prioridades e o que eu quero. Acho que é muito cedo para falar qualquer coisa ainda – disse a judoca de 29 anos ao SporTV.
Os primeiros momentos após a perda da sonhada medalha olímpica foram de frustração para Érika Miranda. A judoca explicou que o equilíbrio entre os judocas dentro de uma edição de Olimpíada é tão grande, que não há uma “fórmula” para o sucesso. No entanto, a atleta se limitou a analisar a derrota como um período de dor.
– Nesse momento, a gente sente uma dor muito grande, não tem muito o que dizer. Isso é Olimpíada. Acho que não saí com a medalha hoje, uma medalha tão sonhada, tão trabalhada, mas, hoje, não era só eu atrás dessa medalha. Eram 22 meninas. Agora, é bola para frente, ter tempo para pensar, para refletir e, nesso momento, é só dor mesmo – concluiu.
Com a quinta colocação de Érika Miranda e as eliminações de Felipe Kitadai e Sarah Menezes no sábado, o judô brasileiro ainda não conquistou nenhuma medalha nos dois primeiros dias de disputa.





