Pausa para a Copa encerrada, o Bahia voltou da mesma forma que estava antes dela. Apático, sofreu diante de um São Paulo que parece ter aproveitado melhor o intervalo do Mundial: 2 a 0 para o tricolor paulista na Fonte Nova.
Foi a quinta derrota seguida em dez rodadas. Na Série A, já são sete jogos sem vencer. Único reforço a estrear, o volante Léo Gago deu espaços na defesa e não criou. Retrato fiel de toda a equipe ontem. Arrasador, o São Paulo impôs blitz no ataque, fazendo de imediato os gols do triunfo. Rogério Ceni, de pênalti, aos 12, e Alan Kardec, aos 19 do primeiro tempo, marcaram.
A derrota mantém o Bahia na 16ª posição, com oito pontos. O Tricolor pode ser ultrapassado hoje se o arquirrival Vitória vencer o Cruzeiro no Mineirão. Na 11ª rodada, o Esquadrão encara o Atlético-MG, no Independência, sábado, às 18h30.
Banho são-paulino
A julgar pelo primeiro tempo, parece que a Copa rendeu uma lição para o futebol brasileiro – para o São Paulo. Com dois volantes que chegavam ao ataque, Ganso controlando o ritmo do jogo e três atacantes, o time sufocou o adversário. O Bahia, na contramão, teve linhas distantes, laterais frágeis e uma defesa estabanada – ou seja, o mais parecido possível com o Brasil diante da Alemanha.
Nos primeiros 30 minutos, o tricolor paulista chegou a ter 70% de posse de bola. O Esquadrão, atônito, teve de correr atrás dos são-paulinos. Na jogada mais desastrosa, Titi derrubou Ademilson na área e Ceni fez de pênalti. Pouco depois, Ganso e Souza trocaram passes dentro da área e Kardec ampliou.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=U_fap3bgSsU[/youtube]
O Bahia arrumou o posicionamento e equilibrou o jogo. A criatividade até apareceu: Diego Macedo e Pittoni deixaram, respectivamente, Henrique e Guilherme Santos na cara do gol, mas Ceni mostrou serviço.
Marquinhos fez sua parte no segundo tempo, trocando Maxi e Pittoni por Emanuel e Barbio. Mais veloz, o time conseguiu compactar os setores e tirou a posse de bola dos paulistas. As chances, no entanto, foram poucas. Na melhor delas, Barbio deixou Rhayner em ótima posição, mas o atacante chutou fraco. A outra oportunidade só surgiu por acaso: desvio da zaga no chute de longe de Léo Gago. Pouco para um time que quer ficar entre os dez primeiros da Série A.
A Tarde






