A dura vida de reserva
Ser jogador reserva de qualquer time é complicado. O cara treina como os outros, concentra como os outros, mas não joga como os outros. Dos 12 que sentam no banco a cada partida, no máximo três têm a chance de entrar no decorrer do jogo. Mas, ontem, o retorno ao Barradão mostrou aos reservas do Vitória que tudo que está ruim pode piorar. Após a reforma, o campo ficou mais longe do banco de reservas. E bota longe nisso! Para se ter ideia, a arquibancada está mais perto do gramado que o banco. Dali, até os gritos são em vão. Tanto que os treinadores passam a maior parte do jogo em pé, na área técnica.
Se propaganda ganhasse jogo…
Por falar no marketing, a consultora tricolor, Priscila Ulbrich, afirmou que o Bahia tem uma meta de ser o maior clube do Brasil em três anos. Frase de efeito, porém sem sintonia com a situação do clube, que desde 2011 briga para não rebaixado no Brasileiro e não chega sequer às quartas de final da Copa do Brasil ou Copa Sul-Americana. Teve diretor que não gostou da declaração, pois leva uma cobrança a mais, e desnecessária, para dentro do Fazendão.
Apresentação no vestiário?
Fim de Copa do Mundo, o Vitória aproveitou que os olhos da imprensa se viraram novamente para o clube e apresentou de uma vez os oito reforços contratados durante o Mundial. A Toca estava cheia: tinha o paraguaio Beltrán, o uruguaio Aguiar e mais seis brasileiros – Marcos Júnior, Marcinho, Richarlyson, Kadu, Adriano e Romário. Só não tinha sala de imprensa, pois as duas estavam em reforma. Para espanto geral, a apresentação dos oito jogadores à imprensa aconteceu dentro do vestiário. E todos de uma vez. Mais bagunçado impossível. Pra não dizer que esta coluna não falou das flores, o reformado vestiário ficou bonito.
Muito marketing, pouca grana
O Bahia foi, certamente, o clube brasileiro que melhor aproveitou a Copa do Mundo para promover sua imagem no exterior. Distribuiu camisa para o goleiro Neuer, da Alemanha, que cantou o hino do clube junto com Schweinsteiger espontaneamente; presenteou os chefes da delegação de Portugal e também para o técnico dos EUA, Jurgen Klinsmann. Detalhe: todos receberam a camisa tricolor, boicotada pelo próprio clube, que até hoje não estreou seu uniforme 2. As vendas de camisa aumentaram, porém, enquanto isso, o contrato com a OAS chegou ao fim e o Bahia está sem patrocinador master, que é a segunda maior fonte de receita do clube – atrás apenas da verba de TV.
Passe curto
*A nova numeração fixa do Bahia mais atrapalha do que ajuda o torcedor a decorar o número de cada jogador. Entre os titulares, só dois usaram do 1 ao 11 contra o São Paulo; diante do Atlético Mineiro, e apenas três.
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