O procurador da República Rafael Brum Miron, da Operação Hashtag afirmou que o FBI, a Polícia Federal norte-americana, alertou o Brasil sobre pelo menos seis suspeitos de compor uma célula terrorista internacional do Estado Islâmico no País. O relatório da polícia norte-americana era “sucinto”, segundo o procurador, mas apontava para os investigados e advertia sobre o radicalismo deles. “Veio do FBI a informação”, afirmou o procurador.
“Eles mandaram um relatório bem sucinto. Tais pessoas merecem investigação, atenção maior”, disse o procurador. A Operação Hashtag prendeu 10 suspeitos na última quinta-feira. Todos foram levados para o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Nesta sexta-feira, no final da tarde, outro procurado, que estava foragido, se entregou em uma pequena cidade na fronteira da Bolívia.
Nas missões de buscas nos endereços dos alvos da Hashtag realizados pela Polícia Federal foram apreendidos “objetos de apologia” ao Estado Islâmico. A operação ocorreu quando faltavam 15 dias para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, quando o Brasil receberá atletas de todo o mundo, incluindo países que foram alvos de ataques recentes do grupo. Os mandados foram expedidos pela 14.ª Vara Federal de Curitiba, onde morava o suposto líder do grupo.
Os riscos de um atentado terrorista no Brasil diminuíram “sensivelmente” após a prisão dos suspeitos de fazer parte de uma célula do Estado Islâmico no Brasil, afirma o procurador. Os investigadores monitoraram as conversas dos investigados e descobriram uma possibilidade concreta de atentado durante os Jogos do Rio. “Eles são amadores, são. Mas não conheço suicida experiente”, afirmou o procurador. Eles não têm técnicas muito apuradas, mas para dirigir um caminhão e atropelar 80 pessoas não precisa muita técnica. Existe a preocupação, neste processo ela é séria, por isso essas pessoas estão presas”.
Política Livre




