Há exatos 21 anos, o acidente fatal de Ayrton Senna na curva Tamburello, no circuito de Ímola, na Itália, chocava o Brasil e o mundo do esporte. O tricampeão do mundo, à época defendendo a Williams #2, morreu no auge quando buscava quebrar os recordes do pentacampeão Juan Manuel Fangio, o então maior dono de títulos da história da F1. Mais de duas décadas depois do momento que marcou — e mudou — a categoria, Bernie Ecclestone, dirigente máximo da F1, falou sobre o tema e relembrou seu carinho e, principalmente, dos fãs do esporte em relação ao piloto brasileiro.
O octogenário britânico concedeu uma insólita e peculiar entrevista coletiva na última quinta-feira (30) em um resort na cidade de Amparo, no interior de São Paulo, distante 132 km da capital paulista. Numa das muitas perguntas que recebeu sobre sua passagem pelo Brasil, país que é ligado de várias formas — não somente pela esposa, Fabiana Flosi, mas também pelos negócios que tem por aqui —, Ecclestone falou sobre a falta que sente de Senna.
Ecclestone: “Não se lembram do Prost e nem de outros pilotos, mas sempre do Senna”(Foto: Getty Images)“Eu era muito próximo a Senna. Foi horrível perde-lo”, afirmou Bernie, que ressaltou a idolatria provocada pelo piloto campeão mundial em 1988, 1990 e 1991, sempre pela McLaren. “Em qualquer lugar do mundo, todos se lembram do Senna. Não se lembram do Prost e nem de outros pilotos muito famosos, mas sempre do Senna”, comentou.
Ecclestone também citou a proximidade que Ayrton tinha com seu público como um diferencial que o faz ser ainda reverenciado depois da sua morte. “As pessoas gostam de pilotos muito próximos dos fãs”, disse o britânico, colocando a idolatria do povo japonês a Senna, quando o brasileiro era vivo, num patamar maior em relação ao país-natal do piloto. “Talvez Senna fosse até mais reconhecido no Japão que no Brasil’, finalizou.© Fornecido por Grande Prêmio Alain Prost e Ayrton Senna no pódio de Adelaide: o fim de um ciclo (Foto: Getty Images))
MORTO HÁ 21 ANOS
Por meio de um ‘familiar’, o GRANDE PRÊMIO conversou com o austríaco Rudolf Ratzenberger, pai de Roland, morto há 21 anos no mesmo final de semana que Ayrton Senna perdeu a vida na pista italiana de Ímola, o “gêmeo desigual”. Em relato, Rudolf revela os três maiores sonhos do filho e diz ter “lembrança honrosa” do brasileiro, que carregava uma bandeira da Áustria na Williams que bateu na Tamburello. “Faz 20 anos, e Roland vive ainda conosco”
FRUSTRAÇÃO E APOSENTADORIA
A frustração que vive neste momento na McLaren Honda pode ser a deixa para uma “compreensível aposentadoria” de Fernando Alonso na F1. A opinião é de Nelsinho Piquet, que dividiu a Renault com o bicampeão de 33 anos entre 2008 e 2009. “É frustrante, porque você é o melhor, mas anda em nono, décimo”, disse Piquet. “Eu entenderia se ele decidisse se aposentar”, completou o filho do tricampeão
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Fonte: MSN Notícias/Esportes






