A mobilização desta quarta-feira, 15, contra a PEC 287 teve atos públicos nas principais cidades do interior baiano.
Em Feira de Santana, segunda maior do estado, a estimativa é que cerca de 12 mil pessoas protestaram na Av. Presidente Vargas. Diretor do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares do município, Marialvo Barreto disse que o protesto desta quarta “foi um dos maiores que Feira já viu”.
Em Jequié, cerca de cinco mil pessoas caminharam, na manhã desta quarta, conforme a CUT Bahia. Em Barreiras, embora a chuva tenha caído forte por volta das 10h, os manifestantes se concentraram em frente da Câmara Municipal e caminharam até o prédio do INSS, interditando a Av. Clériston Andrade por mais de três horas.
Nas regiões oeste e norte as manifestações começaram na terça-feira, com o Movimento dos Atingidos Por Barragens (MAB), ocupando prédios do Inema, em Santa Maria da Vitória, e do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (Setaf), em Juazeiro.
A data marcou a passagem dos 26 anos do Dia Internacional de Luta contra as Barragens, que este ano incorporou a mobilização contra a proposta do Governo Federal para implementar mudanças no sistema da previdência.
Houve atos em 27 territórios de identidade baianos, de acordo com a secretária executiva da CUT Nacional e secretária de comunicação da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Bahia (Fetag), Elisângela Araújo.
“Em todos municípios tivemos algo. Onde não ocorreram as manifestações na rua, houve encontros e debates”, disse a secretária.
Elisângela destacou a adesão de trabalhadores rurais, “porque serão muito prejudicados se a PEC for aprovada. Na verdade, vão perder qualquer benefício de aposentadoria”.




