
A conferência internacional sobre a Aids, que começou este domingo (20), na Austrália, iniciou os trabalhos com uma homenagem aos pesquisadores que morreram no voo malaio MH17, supostamente derrubado por um míssil no leste da Ucrânia, na quinta-feira (17). No encontro, especialistas, voluntários e ativistas fizeram um minuto de silêncio na abertura da 20º conferência mundial sobre Aids, celebrada este ano em Melbourne, no sul do país.
Entre os homenageados estava o holandês Joep Lange, um dos principais pesquisadores da luta contra a epidemia de Aids, e que tinha presidido a Sociedade Internacional sobre Aids, organizadora do evento. “Que o nosso silêncio represente nossa tristeza, nossa indignação e nossa solidariedade”, disse a cientista francesa Françoise Barre-Sinoussi, prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus. Centenas de pessoas amarraram laços vermelhos, símbolo da luta contra a Aids, nos painéis dedicados aos desaparecidos. Nesta terça-feira (22), um velório será celebrado na praça principal de Melbourne.
Em todo mundo, a Aids já matou o dobro de pessoas que a Primeira Guerra Mundial.
BN






