O doleiro Alberto Youssef não vai falar sobre o esquema de corrupção do qual é acusado de ser o operador à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras. Os advogados encaminharam petição ao presidente da CPMI solicitando que ele seja dispensado de ir a Brasília para o depoimento, uma vez que usará a prerrogativa de ficar calado e os custos ao Erário seriam altos.
Youssef está preso desde que foi deflagrada a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e é acusado de lavagem de dinheiro e, entre outras coisas, de receber propina de empreiteiras que têm contratos com a Petrobras e repassar a partidos políticos. “Alberto Youssef pretende se reservar no direito ao silêncio durante a referida sessão”, diz o documento.
Os advogados alegam ainda que, na condição de colaborador da Justiça, Youssef tem direito a ter nome e imagem preservados e não ser fotografado ou filmado. “Direitos esses que poderiam ser vilipendiados durante uma sessão levada a efeito no bojo da presente CPMI, a exemplo do que ocorreu com o sr. Paulo Roberto Costa”.
Fonte: Agência Brasil


