A semana começa mais uma vez sob a expectativa de uma solução para o processo contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Se não houver mais nenhuma manobra, uma decisão sobre o pedido de cassação do parlamentar será conhecida nesta terça-feira – o caso se arrasta há oito meses no colegiado da Casa.
Para ser inocentado, o presidente afastado da Câmara precisa de 11 votos dos 21 integrantes do conselho. Hoje, ele já teria dez, mas a posição da deputada Tia Eron (PRB-BA), que vai definir o caso, ainda é um mistério.
Outra dúvida é até que ponto as denúncias contra Eduardo Cunha no STF (Supremo Tribunal Federal) podem influenciar na perda de mandato do deputado.
Independentemente do resultado, PSDB, Democratas e PPS querem novas eleições para a presidência da Casa. Para o líder tucano, Antônio Imbassahy (BA), Waldir Maranhão (PP-MA) deve ser substituído imediatamente. “Existem vários nomes dentro da Casa que podem representar bem a Câmara dos Deputados”, declarou.
No Senado, onde o processo de impeachment de Dilma prossegue com a audiência de testemunhas, a movimentação também é grande, principalmente depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão dos líderes peemedebistas Eduardo Cunha, Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e José Sarney (MA).
O presidente do Senado enviou ao Supremo um parecer da Consultoria Jurídica da Casa, contrária ao afastamento e prisão de parlamentares sem aprovação do plenário. O pedido será analisado pelo ministro Luis Edson Fachin.





