Dia da Mulher: ativistas comentam hashtags sobre poder feminino

Nada de festa ou presentes. Neste Dia Internacional da Mulher, que completa 39 anos nesta terça-feira (8), convidamos cinco jovens envolvidas com a defesa dos direitos de igualdade de gênero para comentar as hashtags que causaram discussões sobre as questões feministas nas redes sociais em 2015 e 2016. Em algumas delas, situações de abuso foram denunciadas. Outras colocaram o poder nas mãos das mulheres.

Confira como se originou cada uma das hashtags:

#chegadefiufiu: campanha foi criada pela ONG Think Olga para coibir o assédio sexual nos espaços públicos, que muitas vezes é minimizado como se fosse um elogio. Após o compartilhamento de histórias de diversas mulheres, pesquisa mostrou que 98% de quase 8 mil entrevistadas já haviam sofrido alguma forma de assédio. “Todos os dias, mulheres são obrigadas a lidar com comentários de teor obsceno, olhares, intimidações, toques indesejados e importunações de teor sexual”, diz a campanha.

#vamosfazerumescândalo: hashtag proposta pela vlogger Julia Tolezano, a Jout Jout. Em um vídeo, ela afirma que as mulheres não podem se submeter à cultura do estupro e que devem denunciar situações de assédio. Pouco tempo depois, a página dela no Facebook foi retirada do ar após denúncias à rede social, vindas de supostos grupos que discordam das suas opiniões. A página foi reestabelecida dois dias depois. O Facebook se desculpou e afirmou que ela foi removida “por um erro de avaliação de uma denúncia”.

#vaitershortinhosim: foi criada por alunas de colégio no Rio Grande do Sul para protestar contra a proibição do uso de shorts nas dependências da escola. Adolescentes alegaram que a justificativa apresentada por inspetores é de que a roupa poderia “distrair meninos e professores”. Em petição online, elas pediram o fim do “machismo, da objetificação e sexualização dos corpos das alunas” por parte da instituição.

#somostodosMaju: campanha criada em apoio a jornalista Maria Júlia Coutinho, no momento em que foi atacada por comentários racistas na página do Jornal Nacional no Facebook em julho de 2015. A hashtag chegou ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter. A polícia identificou o suspeito de publicar as ofensas, e o Ministério Público abriu investigação sobre o caso.

O mesmo tipo de ataque também ocorreu com as atrizes Taís Araújo, que chegou a originar a hashtag #SomosTodosTaísAraujo – Cris Vianna e Sheron Menezzes. Todas elas denunciaram os casos à polícia.

#vamosjuntas: projeto foi criado no Rio Grande do Sul pela jornalista Babi Souza, que lançou uma página no Facebook para encorajar a união de desconhecidas contra a insegurança das ruas e do transporte público. A ideia é que mulheres dividam o percurso sempre que se sintam ameaçadas, ajudando quem possa estar na mesma situação.

#HeForShe (“Ele por Ela”, em tradução livre): termo originado da campanha da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa criar consciência entre os homens a não repetirem e perpetuarem comportamentos machistas e se envolverem na resolução das desigualdades que atingem as mulheres. A ação é endossada pela atriz e embaixadora da boa vontade da agência ONU Mulheres Emma Watson, que fez discurso no lançamento da campanha. Após se pronunciar, ela foi ameaçada a ter fotos nuas vazadas na internet, fato que nunca se concretizou. Pelo programa, ela também foi convidada a entrevistar a ativista paquistanesa Malala Yousafza. A USP também fez parceria com a ONU para levar o programa à universidade.

#askhermore(“Pergunte mais para ela”, em tradução livre): a campanha foi criada pelo“The Representation Project”, com o objetivo de incentivar que entrevistas com as atrizes de Hollywood tivessem perguntas mais inteligentes, além de apenas aparência e moda. A hashtag cresceu durante o Oscar de 2015, quando várias estrelas afirmaram que gostariam de ser questionadas sobre seu trabalho, e não só sobre o que estão vestindo.

Do G1

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