O publicitário João Santana, marqueteiro das campanhas presidenciais de Dilma Rousseff (2010/2014), afirmou em delação premiada à Procuradoria-Geral da República que a ex-presidente ‘não tinha uma relação de confiança’ com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT preso na Lava Jato. Segundo João Santana, a petista pediu ao seu ministro da Fazenda Guido Mantega que assumisse o lugar de Vaccari na arrecadação de caixa 2 para a campanha.
Os vídeos da delação do marqueteiro e de sua mulher Mônica Moura, nos quais há um detalhamento de como funcionava a arrecadação via de caixa 2 nas campanhas de Dilma, tiveram seus sigilos derrubados na sexta-feira, 12, pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.
O casal de marqueteiros é investigado na Operação Lava Jato. João e Mônica assinaram acordo de delação premiada em abril. Eles se comprometem a pagar multa de R$ 6 milhões e a devolver U$ 21,6 milhões mantidos em uma conta na Suíça.
COM A PALAVRA, DILMA
Em nota enviada à imprensa, a assessoria de Dilma Rousseff disse que a petista ‘nunca negociou doações eleitorais ou ordenou quaisquer pagamentos ilegais a prestadores de serviços em suas campanhas, ou fora delas’.
“São mentirosas e descabidas as narrativas dos delatores sobre supostos diálogos acerca dos pagamentos de serviços de marketing. Dilma Rousseff jamais conversou com João Santana ou Monica Moura a respeito de caixa dois ou pagamentos no exterior. Tampouco tratou com quaisquer doadores ou prestadores de serviços de suas campanhas sobre tal assunto”, informou a assessoria da ex-presidente.
Fonte: Estadão


