Eleições de dois em dois anos não só movimentam os poderes Executivos e a vida do cidadão, mas as atividades das esferas legislativas que se renovam a cada processo eleitoral. Nos meses de agosto e setembro, em plena campanha, as movimentações da Câmara de Vereadores de Salvador e da Assembleia Legislativa não deverão sofrer alterações, pelo menos no papel, mas, na ação, o clima já é outro. Muitos dos candidatos à Assembleia e à Câmara Federal já dedicam mais seu tempo à disputa nas urnas do que as atuações dos seus mandatos.
O presidente da Câmara, vereador Paulo Câmara (PSDB), confirma a interferência nos trabalhos, mas acredita que a qualidade das discussões do Legislativo soteropolitano não cairá. “Teremos 18 candidatos, quase metade. Sobre o quantitativo das sessões, nós já sentimos a modificação, mas na qualidade das discussões não. Tivemos um ano atípico com interferência do Carnaval e da Copa do Mundo e agora surge a eleição. Eu temo não ter a maioria dos líderes para definir as futuras pautas”, disse.
A Câmara nos próximos dias apreciará projetos importantespara a cidade, como o Primeiro Passo – programa de transferência de recurso a famílias com crianças matriculadas em creches – e um financiamento junto ao BNDES.
Dos 43 vereadores de Salvador, 18 estarão no centro da campanha. Destes, 15 para Assembleia: Aladilce Souza (PCdoB); Alan Castro (PTN), Alemão (PRP), David Rios (Pros), Fabíola Mansur (PSB), Gilmar Santiago (PT), Héber Santana (PSC), Hilton Coelho (PSOL), Marcell Moraes (PV), Odiosvaldo Vigas (PDT), Orlando Palhinha (DEM), Pedrinho Pepê (PMDB), Soldado Prisco (PSDB), Suíca (PT) e Vânia Galvão (PT); e três para Câmara Federal, que são Ana Rita Tavares (Pros), Joceval Rodrigues (PPS) e Tia Eron (PRB). Os únicos que pediram licença dos mandatos para se dedicar exclusivamente à disputa foram Castro, Rios e Santana, substituídos por Beca (PTN), Alcindo da Anunciação (PT) e Paulo Magalhães Jr. (PSC), respectivamente. A vereadora Cátia Rodrigues (PTN) também se afastou para se dedicar à candidatura do seu marido.
Para Nilo, rotina só muda em setembro
A Assembleia retorna do recesso na próxima segunda-feira (4) e o clima na Casa é de discussão do projeto de modernização da Polícia Militar. Mas a relação entre o clima eleitoral e as atividades poderá seguir o ritmo do período de descanso do plenário. No entanto, procurado pela Tribuna, o presidente da Casa e candidato à reeleição, Marcelo Nilo (PDT), não acredita em mudanças bruscas na agenda e nas movimentações da AL ainda neste mês, mas acredita que em setembro a situação pode mudar com a proximidade da reta final de campanha.
“Agora em agosto não teremos modificações. Com certeza não vai atrapalhar. Mas setembro poderá haver alterações, atrasos e votação e discussões, mas vamos tentar controlar isso para não prejudicar o trabalho”, garantiu.
O processo eleitoral deste ano tem como um dos focos o preenchimento das 63 cadeiras do Legislativo estadual. Dos deputados com mandatos, 52 tentarão a reeleição e seis concorrerão às vagas na Câmara Federal, como Cacá Leão (PP), Mário Negromonte Júnior (PP), Ronaldo Carletto (PP), Yulo Oiticica (PT), Elmar Nascimento (DEM), Paulo Azi (DEM) e João Carlos Bacelar (PTN); e cinco desistiram do pleito. São eles Carlos Gaban (DEM), Maria Luiza Orge (PSC), Maria Luiza Laudano (PSD), Hebert Barbosa (DEM) e Luciano Simões (PMDB).
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