Em 2025, o Brasil registrou quatro feminicídios por dia e dez tentativas de assassinatos contra mulheres. São os maiores números da série histórica. A Bahia registrou t 103 feminicídios em 2025. O número total do ano passado é 6,3% menor que o contabilizado pela SSP-BA em 2024.
A perda de uma filha – assassinada – é uma dor que não passa. “Eu mais existo, do que vivo, porque tudo me lembra ela”, diz Natalie Pereira da Cunha, nãe de Ana Carolina.
Ana Carolina Pereira Santana foi morta a facadas, pelo namorado, Lucas Alves Pereira, em fevereiro de 2025. Até hoje, Natalie, mãe de Ana Carolina, não consegue entender porque a filha foi vítima de uma violência tão brutal.
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“Eu achava que quando ela estava com ele, ela estava segura. Eu acho que foi ciúme, mas nunca transpareceu nada, nunca nunca, senão tinha protegido minha filha”, afirma Natalie.
Só em 2025, o Brasil registrou 1.470 feminicídios. Em média, quatro por dia. Foi o maior número da série histórica, que cresceu ano após ano. Também em 2025 foram 3.702 tentativas de feminicídios. Dez por dia. E os números ainda vão aumentar, porque São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Paraíba ainda não incluíram os feminicídios registrados em dezembro, no sistema do Ministério da Justiça.
O feminicídio foi incluído na lei como um agravante do homicídio em 2015. Nove anos depois, passou a ser um crime autônomo: matar mulher pela simples razão de ser mulher. A pena máxima aumentou de 30 para 40 anos. É a maior punição prevista na lei brasileira. Mas os números mostram que nada disso tem inibido os criminosos.
O secretário nacional de Segurança Pública disse que é preciso investir na estrutura de acolhimento das delegacias com treinamento dos agentes públicos.
“Quando a mulher se sente segura e acolhida no momento em que faz a primeira denúncia ela volta na segunda agressão e a partir daí a gente consegue com medidas protetivas com a legislação estancar o feminicídio”, comenta Mario Sarrubbo, secretário nacional de Segurança Pública.
Para a diretora de projetos do Instituto Sou da Paz, é preciso mais investimentos em medidas urgentes, para salvar quem está em perigo hoje.
“A gente tem felizmente uma geração de mulheres que cada vez aceita menos ser sujeitas diversos tipos de violência, violência física, psicológica, patrimonial, sexual. É fazer cumprir as medidas protetivas. Então se afastamento do Lar, se é uso de tornozeleira eletrônica, se é a apreensão da arma de fogo. Essas medidas precisam ser implementadas de fato”, comenta Natália Pollachi, diretora de Projetos do Sou da Paz”.
redegn com informações Jornal Nacional Foto Agencia Brasil




