Com a aproximação da Páscoa, o técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado da Bahia (SEBRAE-BA), Diógenes Silva, aponta ações que ainda podem ser adotadas por pequenos negócios para alavancar o resultado das vendas de produtos ligados à data. Entre as dicas, a primeira delas é não deixar para a última hora o planejamento, por mais simples que seja, não esquecendo de destacar o que irá precisar providenciar para a ocasião. Segundo o especialista, é importante também verificar os produtos que podem ser customizados.
Outra dica é cuidar da identidade da loja, seja ela física ou virtua. “Aqui incluem vitrine, iluminação, peças publicitárias. Não pode ficar escondido na loja. O cliente deve visualizar que o negócio tem opções para a Páscoa com facilidade”, orienta. O técnico do SEBRAE alerta, também, para a atenção à logística. “Se o produto chegar fora do prazo, o estoque vai ficar parado. Então, ainda há tempo para cuidar da logística do negócio, visando reverter possíveis problemas.
Buscar grandes compradores, ou seja, procurar por empresas que comprem em grande volume, como escolas, que costumam distribuir lembranças da data, é outra questão que deve ser levada em conta, conforme Diógenes Silva. “É importante, ainda, preparar uma ação pós-vendas para fazer com que esses clientes, que buscaram a loja na Páscoa, voltem depois desse período”, destaca.
Setor de confeitaria
Uma pesquisa do SEBRAE mapeou o perfil dos empresários de doces, mostrando que 90% deles atuam em casa e 83% vendem por encomendas nas redes sociais. Os pequenos negócios do ramo de confeitarias e docerias identificam na Páscoa uma oportunidade de incremento no faturamento. Para 58% dos que atuam no setor, o período marcado pelos ovos de chocolate corresponde à uma das festividades que mais impulsionam o mercado, segundo constatação da pesquisa Pequenos Negócios de Confeitaria e Doceria, realizada pelo SEBRAE com 3.843 empresários do setor.
A pesquisa do SEBRAE também apresentou o perfil dos empresários de confeitarias e docerias. Os empreendedores do setor trabalham em casa (90%) e têm até quatro anos de negócio (69%). De acordo com o estudo, 83% dos pequenos negócios de doces vendem sob encomenda, por meio de redes sociais, e-mail e telefone. O carro-chefe dos empresários do setor é o bolo artístico (43%), seguido dos doces (25%). Apesar da demanda crescente de clientes que buscam produtos de baixa caloria ou adaptados para dietas de diabéticos e celíacos, 79% dos empreendedores ainda não atuam com produtos sem açúcar, glúten ou lactose.
A Tarde






