Ele comprou armas legalmente nas últimas semanas. Segundo FBI, ele teria ligado à polícia e jurado lealdade ao Estado Islâmico.
O FBI confirmou na tarde deste domingo (12) que Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos, é o atirador que matou 50 pessoas na boate gay Pulse em Orlando, nos Estados Unidos. Ele morreu em troca de tiros com policiais, segundo a agência federal.
De acordo com as autoridades, ele comprou legalmente duas armas de fogo na última semana. As autoridades não deram mais informações sobre as armas, além de que eram uma pistola e outra de cano longo.
O agente do FBI Ronald Hopper disse em coletiva de imprensa ter recebido informações de que, antes do ataque, Mateen ligou para o número de emergência 911 e disse ser leal ao Estado Islâmico.
O suspeito já havia sido investigado porque havia citado possíveis ligações com terroristas a colegas de trabalho. Ele foi interrogado pelo FBI em duas ocasiões.
Apesar das investigações passadas, Omar Saddiqui Mateen não estava sendo investigado atualmente e não estava sob observação do FBI. Não há, por enquanto, evidências de que ele tenha sido treinado ou orientado pelo Estado Islâmico, segundo a rede “CNN”.
Mais cedo, uma agência de notícias ligada ao Estado Islâmico afirmou que o ataque foi realizado por um “combatente” do grupo, sem fazer referência à identidade de Mateen. O senador da Flórida Bill Nelson disse que não está confirmado que o grupo tenha assumido a responsabilidade pelo tiroteio.
O suspeito é americano, filho de pais estrangeiros e mora na cidade de Port St. Lucie, também na Flórida. Segundo a mídia local, Mateen é de família afegã.
Segundo o jornal “Washington Post”, o pai do suspeito chama-se Seddique Mateen. De origem afegã, ele apresentava um programa sobre política e apoiava o regime talibã. Ainda segundo o jornal, Seddique chegou a se declarar candidato a presidente do Afeganistão.
Em entrevista ao canal de TV “NBC”, o pai do suspeito descartou motivações religiosas para o ataque e apontou para homofobia. “Isto não tem nada a ver com a religião”, disse, acrescentando que seu filho ficou transtornado, há mais ou menos dois meses, quando viu dois homens se beijando durante uma viagem a Miami. “Peço desculpas pelo incidente. Não éramos conscientes de que estivesse premeditando algum tipo de ação. Estamos em estado de choque da mesma forma que todo o país”, disse.
A ex-mulher de Mateen disse ao “Washington Post” que ele era violento, mentalmente instável e batia nela constantemente enquanto eles eram casados.
G1




