Na manhã de ontem (29), a senhora Edilza Gomes narrou em uma rede social um fato que, segundo ela, teria acontecido quando a mesma utilizava o serviço de transporte da empresa Joafra. Segundo a passageira, por volta das 21 horas da última segunda-feira (28), ela teria entrado em um ônibus, em Petrolina, com destino a Juazeiro, mais precisamente, com destino a um ponto próximo ao Mercado do Produtor, mas foi impedida, pelo motorista, de descer na parada solicitada.
Em seu desabafo, Edilza conta que o motorista pediu que ela se retirasse do ônibus em um local inapropriado comprometendo a sua segurança. Ao se recusar a descer e ao fazer ligações para parentes e amigos contando o que estava acontecendo, o funcionário da empresa decidiu deixar a passageira onde a mesma pretendia, desde o início, ficar.
Em sua publicação, a passageira questionou, ainda, os reais motivos do motorista não ter cumprido com o seu papel e as normas da empresa. Confira o texto publicado por Edilza Gomes na íntegra:
“Por favor peço a todos e todas que compartilhem essa informação, para que a população da região tome conhecimento do risco que corremos todos os dias, principalmente as mulheres.
Ontem por volta das 21h e 40 min, peguei o ônibus da Joafra de número 610, em frente ao Regente, em Petrolina, com destino a Juazeiro. Quando chegou no bairro Ipiranga o cobrador perguntou qual seria o destino de cada passageiro que se encontrava no ônibus, todos informaram, inclusive eu, que pretendia descer no Mercado do Produtor. Quando chegou na rotatória próximo ao Atacadão o motorista parou e me mandou descer do ônibus, falei pra ele que não poderia descer naquele local àquela hora e que tinha que me deixar no ponto onde eu realmente queria descer.
Ele fez a rotatória e seguiu comigo deixando todos os demais passageiros em seus respectivos pontos, entrei em desespero sem saber qual o destino que pretendiam me dar. Imaginem vcs meus amigos, passar por uma situação dessas, justamente em um dia em que uma das principais manchetes policiais foi o assassinato de um passageiro pelo motorista e o cobrador de um ônibus pelo simples fato de ter reclamado do excesso de velocidade…
Liguei para a garagem, mas a pessoa que me atendeu disse que não podia fazer nada.
No auge do desespero, quando me vi sozinha no ônibus a mercê dos dois elementos, comecei a ligar desesperadamente para familiares e amigos contando o que estava acontecendo.
Quando o motorista percebeu que eu estava descrevendo o percurso que ele estava fazendo comigo, assim como informando o número do ônibus ele resolveu me levar de volta e me deixou exatamente no ponto onde eu queria descer.
Ficam as perguntas:
Qual era a intenção desses indivíduos ao ficarem sozinhos comigo no ônibus?
O que pretendiam fazer se não vissem que eu estava comunicando a várias pessoas o que estava acontecendo?
É orientação da empresa Joafra que os motoristas abandonem os passageiros onde bem quiserem?
Compartilhem, não deixem essa covardia sem divulgação, só DEUS sabe como estou me sentindo até agora.”
Através de nota oficial, a Joafra se mostrou surpresa com a repercussão da postagem e garantiu que o fato não era verídico. A empresa afirmou que a gravação da câmara que existe no referido ônibus desmente a história. A nota afirma ainda, que o caso será levado para apreciação das autoridades policiais.
“A JOAFRA TRANSPORTES LTDA. surpresa com o “desabafo” publicado em redes sociais sobre suposto episódio de constrangimento (pânico) sofrido ontem, dia 28 de julho de 2014, pela Senhora identificada por Edilza Gomes, vem a público negar de forma veemente o ocorrido, esclarecendo que o referido ônibus possui sistema de câmara integrado e que a filmagem por si só desmente o “desabafo”, bem como será o episódio levado ao conhecimento das Autoridades Policiais para que haja a necessária e competente investigação.”
De acordo com a nota, a Joafra se coloca ao inteiro dispor da imprensa e da própria Senhora Edilza Gomes para prestar todo e qualquer esclarecimento que se faça necessário. A Joafra afirma ainda que promoverá todas as demandas que se façam necessárias para evitar a propagação de fatos inverídicos ou caluniosos.







