O relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), apresentou hoje
o texto que será discutido a partir do dia 19 no Plenário da Câmara dos Deputados, conforme previsão do governo.
O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que a intenção é criar um ambiente favorável para que a votação da reforma da Previdência aconteça até o final de fevereiro – dia 28, data estabelecida como limite para a pauta ser avaliada. Para ele, a apresentação de um texto diminui a desinformação em relação ao conteúdo. “O tema não é ideológico, de governo, é um tema do estado brasileiro e a sociedade percebe a necessidade e tem a consciência de que é imprescindível reformar a Previdência brasileira”, afirmou.
Ele foi incisivo em dizer que a reforma só será colocada em votação se houver “plena convicção” de aprovação no Plenário da Casa. Aguinaldo Ribeiro avalia que se a data limite não for alcançada, o tema deve continuar em discussão e será presente nas campanhas eleitorais.
A expectativa é de que o início das discussões seja dia 19 de fevereiro, como tem defendido Rodrigo Maia.
“Se a reforma não for aprovada até o final de fevereiro, muita gente vai ficar triste. Mas muito mais gente vai ficar triste um tempo depois, porque as consequências serão catastróficas”, lamentou Arthur Maia quando questionado se o governo estaria fazendo um teatro quanto à reforma, já que não contaria com os votos necessários para sua aprovação.
A Tarde




