A professora aposentada Dilvânia da Rocha Cavalcante Passos, 64 anos, construiu com o marido uma grande família em Araguatins, no norte do Tocantins. O casal tinha três filhos biológicos e ela já havia feito cirurgia para não engravidar mais, quando adotou três filhos. “Eles me adoraram. Nasceram para ser meus. Foi amor à primeira vista. Era como se eles falassem que tinham me escolhido para ser a mãe deles.”
Marcos Cavalcante Passos, 30 anos, Ana Paula Cavalcante Passos, 26 anos, e Hugo Felipe Cavalcante Passos, 25 anos, foram adotados em datas diferentes. Dilvânia conta que apesar dos três filhos chegaram a ela por acaso, o sentimento maternal foi tão forte que voltou a ter sensações diferentes. “Senti uma contração no meu útero, como se eu tivesse dando a luz de novo.”
Hoje os filhos que ela diz não serem ‘de coração’, e sim ‘de corpo inteiro’ são formados em Pedagogia, Enfermagem e Educação Física.
Ela destacou a importância da adoção. “Eu tinha impressão de que faltava algo, mas agora está completa e somos uma família feliz. Eram seis filhos mesmo que eu tinha que ter e foi a coisa mais linda e emocionante da minha vida. Eles são a razão da minha vida”, finalizou.
A dona de casa Maria Luzinete Caldas Carneiro, 52 anos, moradora de Santa Terezinha do Tocantins, no norte do Tocantins, é mãe de quatro filhos. A filha mais nova, Luna Roberta Caldas Carneiro, começou a fazer parte da família ainda durante a gestação da mãe biológica.
Maria Luzinete conta que sempre teve o sonho de adotar e planejou tudo nos mínimos detalhes. “A gente gosta muito de criança e só tínhamos uma menina. Ela cobrava uma irmãzinha, foi quando decidimos adotar”.
Segundo Luzinete, os filhos biológicos aceitaram a irmã super bem. Ela garante que o amor pelos filhos não muda. “É o mesmo e quem sabe até um amor mais especial. Até meus filhos biológicos falam que o amor que sentimos é inexplicável. É um amor muito grande”, explica.
Hoje com 10 anos, Luna retribui o amor. “Foi um presente que Deus colocou na minha vida. Gosto muito deles. É um amor inexplicável”.
“Meu filho é uma fonte de amor e aprendizado constante”. Foi assim que a Professora Adriana Tigre Lacerda Nilo, 54 anos, tentou traduzir o sentimento que sente pelo filho único de 8 anos. Ela conta que sempre quis ser mãe, mas quando decidiu já estava em uma idade de risco para a gestação.
A mulher é a única responsável pelo filho. Ela cuida dele com a ajuda da diarista e tem o apoio da funcionária do abrigo de onde o filho estava antes de conhecê-la.
Para ela, só a vivência com a maternidade faz uma mulher entender o que é ser mãe. Apesar das dificuldades e desafios, a experiência é algo muito profundo. “Um amor que você não consegue mensurar. Ser mãe exige muita dedicação afetiva, disciplina e renúncia.”
G1




