Em um novo capítulo das relações comerciais mundial, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, na última sexta-feira (20), que o presidente do país, Donald Trump, excedeu sua autoridade ao impor tarifas globais sobre importação por meio da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês).
A decisão derruba as chamadas “tarifas recíprocas” de 10% ou mais, aplicadas à maior parte dos parceiros comerciais dos EUA. Por seis votos a três, a Suprema Corte, de maioria conservadora, determinou que a IEEPA “não autoriza o presidente a impor tarifas”. Em 2025, o chamado “tarifaço” chegou a 40% no Brasil, aplicado a uma série de produtos.
Em resposta, Trump anunciou um decreto impondo uma nova tarifa global de 10%, mediante a Seção 122 da Lei de Comércio americana de 1974. Por meio da seção, é permitido que o presidente adote medidas comerciais temporárias para enfrentar problemas graves no balanço de pagamentos do país ou queda acentuada no valor do dólar. Com isso, Trump pode impor sobretaxas temporárias sobre importações, com duração de até 150 dias.
Com exclusividade para REDE GN, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) Guilherme Coelho, informou que é uma excelente notícia para a fruticultura brasileira: a fixação da tarifa de importação dos Estados Unidos em 10%, sobretudo para os exportadores de uva, que antes lidavam com uma alíquota de 50% e agora passam a disputar o mercado com uma taxa muito mais equilibrada.
“Essa mudança amplia a competitividade, abre novos mercados e gera mais oportunidades para o produtor nacional. Continuamos trabalhando com determinação para abrir portas e consolidar ainda mais a presença da fruta brasileira no cenário internacional”, disse Guilherme Coelho
2025: Em 2025, Guilherme Coelho avaliou com grande preocupação a imposição de novas tarifas de importação pelos Estados Unidos (o chamado “tarifaço” de Donald Trump), classificando-as como um fator que inviabilizava a exportação, especialmente de mangas do Vale do São Francisco.
Guilherme Coelho afirmou que tarifas elevadas (como a de 50% mencionada em agosto de 2025) tornavam “inviável” o envio de mangas para os EUA, colocando em risco milhares de contêineres e toneladas de frutas.
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Agencia Brasil




