É com essa frase que o jovem autônomo Luiz Alberto Jesus de Souza, 19 anos, me responde sobre os rendimentos do seu pequeno negócio. Com chinelos da Itália, boné com símbolos da Argentina e um jeito tímido, ele me conta sua história. Morador de Cajazeiras, bairro popular e bem distante do centro de Salvador, Alberto trabalha no Largo da Mariquita, no bairro do Rio Vermelho, na capital baiana.Lugar bastante conhecido pela sua boêmia.
A banca, onde vende diversos produtos é uma herança de família que já está na terceira geração. Alberto conta que nem sabe há quanto tempo existe o comércio, mas que tudo começou com o seu avô que montou a barraquinha, depois passou para seu pai e hoje é dele, que tem um filho de três anos. Ele já pensa se seu filho irá administrar o negócio da família, ele quer algo melhor para seu primogênito.
Para um vendedor, Alberto é muito introspectivo e não liga para coisas inusitadas que acontecem no seu ambiente de trabalho, como a presença de artistas famosos e até mesmo de turistas de várias partes do mundo. Ele conta que trata todos como pessoas normais, mas no mesmo instante, comenta sobre um lutador do UFC, chamado Wolverine que já esteve lá. Percebe-se, de imediato, que foi a única celebridade que lhe marcou.
Ele me diz que o Mundial de futebol não alterou sua rotina de trabalho e que gosta da vida que leva, pois Salvador vive cheia de turistas, o que gera lucro para seu negócio. O jovem simples, não se preocupa com futuro. Acanhado, mas vaidoso, ele segue atendendo seus clientes e acompanhando pela televisão as partidas da Copa do Mundo.
Equipe Chuteiras Fora de Foco






