O eleitor pode consultar, sem sair de casa, as plataformas de governos dos candidatos à sucessão estadual. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizou todas as informações sobre os postulantes no seu portal da internet www.tse.jus.br.
As plataformas são promessas dos candidatos para orientar o eleitor e escolher quem ele considera o melhor nome para governar a Bahia pelos próximos quatro anos. Mas não significam que serão cumpridas. Cabe ao eleitor fiscalizar.
Os seis nomes que disputam o Palácio de Ondina levantam bandeiras diversas. Rui Costa (PT) passa a ideia do aprofundamento das mudanças eventualmente feitas pelo seu padrinho político, o governador Jaques Wagner. A ideia é melhorar o que Wagner fez (pois para essa candidatura a situação do estado é boa) e introduzir algumas novidades.
Entre elas, a criação de um Bope – Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, bases avançadas do Grupamento Aéreo e ampliação do número das Companhias Independentes de Policiamento Especializado/Caatinga. Outra novidade é o item de ações de combate à homofobia. Entre outras propostas está a de criar a “Rede de Proteção e Combate à Violência contra a População LGBT”.
Quadro inverso
O quadro do estado muda radicalmente no texto registrado por Paulo Souto (DEM). Nele a Bahia vem perdendo investimentos, tem gestão deficiente e com falhas em várias áreas. Para tentar mudar a situação, Souto propõe, na área de Segurança Pública, por exemplo, ampliar a interiorização do “Grupamento Aéreo para aumentar a repressão contra os crimes de assaltos a bancos e caixas eletrônicos”.
Na saúde, promete construir cinco novos hospitais regionais. Lídice da Mata (PSB) tem como uma de suas bandeiras melhorar a prestação do serviço público. Diz que houve um esvaziamento dos órgãos públicos e para “garantir a formação de quadros”, vai transformar 50% dos cargos comissionados em cargos efetivos “a serem preenchidos através de concurso público”.
O programa de Marcos Mendes é uma análise sob o ponto do vista do PSOL da evolução da política baiana nas últimas décadas. Constata a ascensão e queda do carlismo, a chegada ao poder do PT (com seu coligado PSB), que, na visão do PSOL, não conseguiu promover as mudanças necessárias no estado. Diante disso, propõe novo projeto político que busca traduzir os protestos que tomaram as ruas”.
O PSTU da candidata Renata Mallet defende as mudanças mais radicais no seu programa de 16 pontos: anulação dos leilões do pré-sal, de todas as privatizações, estatização dos sistemas financeiro e do transporte. Rogério Da Luz (PRTB) quer reduzir as 32 secretarias estaduais para apenas 10 e construir 200 quilômetros de aerotrem.
A Tarde






