A preocupação com o futuro do rio São Francisco e o meio ambiente tem sido o centro de discussões de pesquisadores e cientistas ao longo dos anos. Com o objetivo de apresentar e unir, em um só lugar, o conhecimento científico gerado por essas discussões, que o I Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (SBHSF) surgiu com o tema “Integrando o conhecimento científico em defesa do rio”.
O evento que teve início no dia 5 e se encerra nesta quinta-feira (9) reúne estudantes e profissionais das diversas áreas do conhecimento, da antropologia à engenharia, com apresentações de trabalhos orais e painéis, palestras e conferências voltadas aos cinco eixos temáticos: Dimensão Social e Saúde, Governança, Qualidade da Água, Quantidade da Água, Conservação da Biodiversidade e Recuperação Hidroambiental.
Segundo Renato Garcia, coordenador geral do simpósio, era importante a inserção das universidades na luta em defesa do rio: “Essa é uma missão a longo prazo e a academia foi chamada para ajudar. Esse simpósio marca o início da caminhada. É preciso conhecer o rio São Francisco. É a partir desse entendimento que podemos traçar planos baseados em dados científicos para gerar resultados positivos e amenizar impactos negativos”, justifica.
O simpósio tem a missão importante de gerar um produto. É uma radiografia da produção científica ao longo da bacia, com um recorte de 20 anos, de 1996 a 2016, que vai ser entregue ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF),
Para Geraldo Wilson Jr., coordenador dos Programas de Pós-Graduação em Engenharias (COPPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e um dos palestrantes, essa é uma discussão válida pois, “O rio São Francisco é um dos rios mais importantes do Brasil, envolve sete estados. É através desses encontros que é possível reunir tantas pessoas para discutir os benefícios e problemas da bacia do São Francisco e buscar soluções para eles”, enfatiza.
O evento tem o apoio das instituições federais em torno da bacia do rio como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal de Sergipe (UFS), Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entre outros.
Agências de fomento também participaram do simpósio para avaliar futuros financiamentos de pesquisas específicas, a partir das demandas apresentadas. Para Renato os resultados são bastante positivos. “É preciso unir forças para salvar o rio e é bom ver que tem pesquisadores que estão prontos para ajudar”, conclui.
Por Lauana Sento Sé




