A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), através do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, iniciou no último dia 16.6 ação de enfrentamento ao racismo durante a Copa do Mundo. Na ocasião foi lançada a campanha Copa Sem Racismo. Além do atendimento de vítimas de racismo a SEPROMI está divulgando material educativo e informativo como panfletos e outdoors.
Qualquer pessoa vítima de racismo pode se dirigir ao Centro Nelson Mandela, que funcionará em sua sede no Edifício Brasilgás, localizado na Avenida. 7 de Setembro, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas para registrar denúncias. Essas denuncias serão acompanhadas pela Rede de Combate ao Racismo, que reúne diversas entidades da esfera pública, com a participação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e entidades da sociedade civil. As denúncias também podem ser feitas pelo telefone: 0800 284 0011 ou (71) 3117-7438.
O racismo, infelizmente, ocupa historicamente lugar de destaque no mundo do futebol, inclusive, no brasileiro. A história dos clubes, os marcos que regulamentam a matéria e as expressões, vez por outra, noticia a prática criminosa sofrida por jogadores. O direito esportivo permite a abordagem do tema no Estatuto do torcedor, Lei nº 10.671/2003, e no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, Resolução CNE nº 01, de 23/12/2003. Assim como a Lei Geral da Copa nº 12.663/2012 e a Lei nº 12.299/2010, que trata das medidas de prevenção e repressão aos fenômenos de violência por ocasião de competições esportivas.






