E o metrô pode ser o possível atingido pela guerra travada entre prefeitura de Salvador e o governo do Estado. Agora uma bomba pode cair nas mãos da CCR – empresa responsável pelo transporte de massa: faltam licenças e ajustes necessários determinados pela Superintendência de Controle e Ordenação do Uso do Solo (Sucom). A sensação é de que o metrô de Salvador só saiu dos trilhos porque era uma necessidade básica para atender a demanda da Copa do Mundo e assim tocar o percurso Acesso Norte à Lapa, conforme já circula nos bastidores.
Em recentes publicações na imprensa, foi feita a alegação que nenhuma das quatro estações em operação (Acesso Norte, Brotas, Campo da Pólvora e Lapa) possui o Habite-se, termo de conclusão da obra após vistoria da pasta municipal. O assunto voltou à tona após 40 dias de operação dos trens, cuja inauguração, em junho deste ano, quase foi ameaçada pelo mesmo motivo. De acordo com as informações publicadas, além das licenças, foram detectados outros pontos como a falta de sinalização de emergências e extintores em locais inadequados.
O fato foi repercutido pelo candidato ao Senado, Geddel Veira Lima (PMDB). Em postagens nas redes sociais, o peemedebista pediu mais rigor da prefeitura e da Sucom em relação às acusações. “Essa notícia de que o Metrô está circulando sem uma série de licenças é preocupante. Acho que a prefeitura tem que ser rigorosa. Dizer o que está faltando e se não cumprirem mandar parar sem essa de eleição”, postou. Em conversa com a Tribuna, o superintendente da Sucom, Silvio Pinheiro, confirmou a flexibilização de alguns pontos das vistorias do metrô de Salvador.
Segundo Pinheiro, foi feita uma análise pelos técnicos de que não havia risco à população. “Nós buscamos facilitar o andamento do metrô por se tratar de um organismo importante para o desenvolvimento da cidade. Nossa equipe fez a análise de que os fatos destacados não colocariam em risco a integridade dos usuários e a CCR poderia adequar o levantamento até a fase de cobrança e operação do transporte”, confirmou. A fase de operação, mencionada pelo chefe da Sucom, se inicia em setembro, quando o tráfego pelos vagões será cobrado.
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