A irmã da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no Centro do Rio de Janeiro, esteve na manhã desta quinta-feira (15) no Instituto Médico Legal (IML). Anielle Silva disse que fez o reconhecimento do corpo da irmã.
Na saída, a irmã da vereadora conversou com repórteres. “Minha irmã foi brutalmente assassinada. Mais uma vítima dessa violência que está aí. Tentaram calar 46 mil vozes e as mulheres negras, mas não conseguiram. Não sei o que motivou isso. Ela tem um ano de mandato e não sei por que incomodava tanto”, disse Anielle.
Marielle Franco tinha 38 anos e se apresentava como “mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré”. Ela foi a quinta mais votada da cidade nas eleições de 2016, com 46.502 votos, em sua primeira disputa eleitoral.
De acordo com a irmã da vereadora, Marielle precisou sair da comunidade onde morava. Ela disse ainda que ameças e xingamentos sempre existiram. “Tivemos de sair da Maré, mas ela sempre foi uma pessoa com garra, guerreira, sorridente, era uma pessoa boa. Espero por justiça. Ameaça em rede social e xingamento sempre teve, mas ela não reclamou de nada”, explicou Anielle.
Principal hipótese é execução
Marielle foi morta a tiros dentro de seu carro no Estácio, região central do Rio, por volta da 21h30 de quarta-feira (14). Além da vereadora, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. A principal linha de investigação da Divisão de Homicídios, responsável pelas apurações, é de execução.
Segundo as primeiras informações da polícia, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Marielle foi atingida com pelo menos quatro tiros na cabeça. A perícia encontrou nove cápsulas de tiros no local. Os criminosos fugiram sem levar nada.
No momento do crime, a vereadora estava no banco de trás do carro, no lado do carona. Como o veículo tem filme escuro nos vidros, a polícia trabalha com a hipótese de os criminosos terem acompanhado o grupo por algum tempo, tendo conhecimento da posição exata das pessoas. O motorista foi atingido por pelo menos 3 tiros na lateral das costas.
Após a morte, governo federal informou que a Polícia Federal foi colocada à disposição para auxiliar na investigação. O assassinato repercutiu na imprensa internacional.
Autoridades e parlamentares de diferentes vertentes políticas do Riodivulgaram notas de pesar pela morte da vereadora do PSOL.
G1






