As homenagens pelo centenário começam hoje, com uma missa em ação de graças às 18h30, na Igreja Nossa Senhora da Graça, em Salvador, organizada pela família.
Ao longo da última semana, Waldir recebeu uma série de postagens nas redes sociais de pessoas que conviveram com o mestre. “Waldir foi muito mais do que um governador da Bahia. Foi um ícone da
política brasileira, um humanista, um homem de sólida formação moral, coragem democrática e rara sensibilidade institucional. Pertenceu àquela geração que compreendia que governar não era apenas realizar obras visíveis, mas também construir instituições permanentes, capazes de sobreviver ao tempo e aos governos”, avaliou o conselheiro Inaldo da Paixão Santos Araújo, do Tribunal de Contas do Estado da Bahia.
“Se na vida de Waldir há algo a ser destacado, e na vida dele há muito o que ser destacado, é o seu espírito democrata. Toda a vida dele era de luta pela democracia no sentido mais amplo, a igualdade plena. Ele me dizia com muita insistência: ‘Emiliano, a democracia jamais foi realizada no mundo. Ela é uma utopia a ser buscada sempre’”, avaliou o procurador Romulo Moreira.
Sessão solene
Em 4 de dezembro, a Assembleia Legislativa da Bahia prevê realizar uma sessão solene em memória do ex-governador, por iniciativa do deputado estadual Angelo Almeida (PT).
A defesa da democracia e o combate à corrupção estiveram entre as marcas da vida pública de Waldir Pires. Terminou a vida como vereador de Salvador, cargo para o qual foi eleito pelo PT em 2012, em uma última demonstração de humildade e amor à política. Eu, enquanto jornalista “foca”, pude testemunhar sua cordialidade com todos os colegas que também cobriam a Câmara Municipal na época. Cumpriu seu mandato até o fim.
Já na casa dos 90 anos, vale ainda ressaltar, Waldir participou ativamente da campanha em defesa do presidente Lula contra a perseguição da Operação Lava Jato. Morreu em Salvador, em 22 de junho de 2018, aos 91 anos, após ser acometido por uma pneumonia.
Tribuna da Bahia
